sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL, FELIZ ADORAÇÃO!



“E prostrando-se o adoraram...” Mt 2.11

            O texto de Mateus 2 nos relata a visita dos magos do oriente, que seguiam e estudavam as estrelas, mas que haviam sido tocados pela tradição judaica que haveria uma estrela que indicaria o nascimento do Messias esperado por Israel. O menino Jesus recebeu vários visitantes desde que nasceu. O texto de Lucas nos conta que Jesus nascera em uma manjedoura, mas, Mateus nos relata que Jesus e seus pais já estavam em uma casa, quando os magos chegaram a Belém. Estes magos estavam preocupados com o essencial e não com a aparência. O natal existe de fato quando nos preocupamos com o que é crucial. Então devemos nos preocupar também com o essencial pelo menos em três direções.

          Em primeiro lugar, necessitamos entender que os sinais e os símbolos do Natal não devem nos desviar de Jesus. Os símbolos apontam para ele (v.2). Os magos haviam visto uma estrela desde o oriente e haviam seguido-a e então ao chegarem, adoraram o Rei Messias. A verdadeira adoração não deveria ser dada a estrela que conduzia os magos, mas, sim, ao próprio Jesus a quem ela indicava.

          Em segundo lugar, necessitamos ter discernimento para ver onde Cristo está sendo glorificado e onde ele não está. (7, 8,12). Discernir, significa ter olhos críticos, ponderar, pesar, estabelecer um tipo de julgamento interno sobre determinado assunto. A questão do discernimento foi fundamental no cumprimento do plano divino no nascimento de Jesus e seus dias posteriores. Estava em jogo a salvação de milhares e milhares de vidas. Estava em jogo, a morte vicária de Cristo em nosso favor.   Mesmo inquiridos pelo Rei Herodes, eles ponderaram, discerniram e não voltaram para atender os desejos deste rei traidor e desumano.

          Em terceiro lugar, necessitamos preservar as atitudes que norteiam a vida cristã: (Mt 2.10,11). Os magos, ao encontrarem o menino manifestaram três atitudes. Vejamos então: Eles alegraram-se com intenso júbilo. O natal traz à nossa memória a alegria que resulta da verdadeira compreensão do evangelho que vem buscar e salvar o perdido. Eles adoraram o Messias. O verdadeiro natal traz a consciência de uma adoração racional, mas também emocional. A alegria manifesta a emoção. A adoração, a submissão. Quando eles se prostram, eles estão reconhecendo o Messias como o verdadeiro Rei. Como aquele que haveria de vir segundo as Escrituras. Eles ofertaram ao Menino Jesus. A oferta material tem a ver com a oferta espiritual. Quanto mais conhecemos a Deus, mais somos propensos a dar. A atitude de dar é uma ação que demonstra amor, entrega, confiança e renúncia. Os magos ofertaram seus tesouros, porque viram o Maior Tesouro.  Ofertar do que temos de melhor é ofertar a nossa vida, integralmente.

          Centenas e centenas de pessoas hoje mudam a glória de Deus em imagem daquilo que se desvanece. A criatura pelo Criador. Os magos estavam completamente certos. Miraram-se na estrela, para que através dela, chegassem a adorar o Messias prometido. O importante não era a estrela, o importante era Quem ela indicava.

          Quando não nos apegamos a coisas e objetos, nos ligamos emocionalmente a pessoas. Elas se tornam nossos gurus e a elas dedicamos nossas vidas. Elas não são detentoras de unção, mas nos vemos ligadas a elas como que se possuíssem algum poder ou alguma bênção. Em última análise, eles somente devem ser considerados como canais da graça de Deus. Deus os usa como instrumentos. Há muito de esoterismo evangélico no ar! Há muitos que estão enganados e perdidos, pois, estão trocando o que é essencial pelo dispensável e acessório. Os sinais do natal não devem nos desviar de Cristo.  Seja a árvore de natal, sejam os presentes, sejam quaisquer acessórios partilhados nesse natal, eles devem enfocar a pessoa maravilhosa de Cristo, o Senhor, aquele que veio para tirar o pecado do mundo e conduzir muitos a eternidade. O natal verdadeiro nos leva a discernir, não um natal fantasioso, romântico, mas, um natal de doação e que vê em Cristo o modelo da encarnação e da simplicidade.        

Com certeza Cristo não será encontrado nos Shoppings Centers, não será encontrado nas lojas de griffe. Cristo será encontrado em atitudes símplices que manifestam a solidariedade cristã.


          “Esteja certo de não apenas estar pronto para viver pelas coisas nas quais você crê, mas inclusive a dar por elas a própria vida”. (Charles Mayes).

Rev. Luiz Augusto C. Bueno (Natal de 2005).

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