quinta-feira, 1 de novembro de 2012

CATARINA, SANDY E MARTINHO

Parece nome de trio sertanejo, mas não é. Nesta semana três nomes fizeram notícia. Cada um deles tem sua relação com a história do mundo e da sociedade. Há entre eles pontos em comum, pois todos foram consequência de movimentos sociais.

Catarina, a adolescente que leiloou a sua virgindade nos mostra o quanto a sociedade tem criado homens e mulheres distantes de sua humanidade. Catarina é a prova de uma sociedade de consumo, fruto da necessidade estética. Ao leiloar a sua virgindade pelo valor de R$ 1,5 milhão, Catarina deixa-se expor a uma sociedade que vive do sensacional e da bizarrice. Ela abre o precedente para todos os insanos que desejam mais e mais fazer uso do corpo como meio de consumo tornando-se cada vez mais monstros de si mesmos. Mas Catarina é apenas o produto de um movimento social pós-moderno que se caracteriza pelas evoluções da humanidade dentro de contextos mesquinhos que jamais dão valor a vida e a beleza do ser humano como Deus criou. As pessoas se permitem ser usadas e abusadas.

Sandy foi uma das maiores “super-tempestades” que os Estados Unidos da América já presenciaram. Embora com nome de mulher, Sandy não tem nada a ver com a fragilidade feminina, antes seu poder de destruição é tamanho que deixou o país mais soberbo do mundo no descontrole total. Cidades e regiões ficaram a mercê de Sandy e nem mesmo a ilha mais rica do mundo – Manhattan - foi capaz de domar o furacão pela tentativa de suborno. Sandy revela que quem manda no mundo é o Criador, que nenhum império por mais poderoso que possa parecer pode dominar o mundo físico tão ferido pelos poderosos no último século. Todos os estadunidenses se lembrarão de Sandy. Alguns porque perderam casas e pessoas queridas, outros porque nestes dias não conseguiram faturar na bolsa de Nova Yorque. Sandy é a resposta a uma sociedade que não respeita ninguém, que usa tudo e todos para seu bel prazer, violando até a própria natureza.

Martinho também será lembrado como fruto de movimentos sociais e políticos que convergiram na Reforma Protestante. Ele foi o “furacão” que abalou a igreja mais poderosa da época. Martinho Lutero semelhantemente é fruto de movimentos da sociedade que desejavam quebrar paradigmas. Não sejamos ingênuos. Havia forças filosóficas e econômicas na época como o Renascentismo que auxiliaram muitos pensadores ao retorno a tudo aquilo que fosse original. A Alemanha e outros países estavam cansados de se submeterem ao jugo do Antigo Sagrado Império pagando taxas a Roma. Lutero não teria ficado vivo se não fosse o cuidado dos Alemães pela sua integridade física. Enfim, Lutero não agiu sozinho. Também foi consequência de uma sociedade que estava cansada de ser manipulada pela Igreja Medieval.

Senão olharmos os eventos e o contexto sempre nos escandalizaremos pensando que eles acontecem isoladamente. Na verdade somos fruto de um sistema, de um jogo onde os homens fazem sua história. Pessoas acabam por despontar nos cenários os mais variados. Cada um tem seu papel, alguns como protagonistas outros como coadjuvantes, mas determinantemente somos reflexo de um mundo em ebulição. Apesar de tudo Deus continua escrevendo sua história. Nosso Senhor nos diz que haverá um novo começo, as coisas velhas vão passar, este sistema vai desaparecer seja por meio de cataclismas, seja por meio de mudanças na sociedade. O que não podemos é nos isolar do mundo. Influentes, todos temos uma participação a fim de fazermos agora o projeto daquilo que vamos viver na eternidade. Não basta lamentar pelos acontecimentos, necessitamos de unidade para implantar o Reino que não é deste mundo.

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