sexta-feira, 14 de setembro de 2012

UMA SOCIEDADE JUSTA, PASSA POR UMA IGREJA SADIA


“...se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”. 
(II Cronicas 7.14).

O contexto histórico nos lembra da consagração do templo de Jerusalém na época de Salomão. A arca é instalada no novo templo (5.1-14), Salomão fala ao povo e ora a Deus (6.1-4), a glória de Deus é manifestada (7.1-3), o povo oferece ação de graças (7.4-11) e então Deus fala com Salomão (7.12-22). Ele vê toda a dedicação do povo e então se propõe a fazer uma aliança com Salomão e com Seu o povo. Jaweh se baseia em condições que levariam o povo a uma vida justa. A mesma relação e o mesmo princípio existem para a sociedade nos dias de hoje. Quais as condições de Deus??

1. Quebrantamento ao invés de vaidade. “... se o meu povo, se humilhar...” A construção do templo traria orgulho nacional no futuro (Jr 7.4-7), mas o quebrantamento do povo seria o caminho para produzir a atenção de Deus (Sl 138.6). O quebrantamento mexe com o coração de Deus (Sl 51.17). O caminho para a cura de nossos problemas passa pelo quebrantamento.

2. Oração ao invés de ativismo. “... e orar...”. O povo de Israel estava absorvido pelas atividades da própria religião em si. Cumpriram os mandamentos na dedicação do novo Templo, oferecendo a Deus quatorze dias de festa, 22 mil bois e 120 mil ovelhas. Mas Deus propõe o caminho da oração. A oração elimina a correria e acalma o coração. Centraliza nossos focos e gera a presença de Deus (Is 58.9ª). A oração que revela o quanto somos sinceros e humanos (Jr 29.13).

3.  Consagração ao invés de  nominalismo religioso. “... e me buscar...” O povo de Israel poderia cumprir as ordenanças do Senhor, porém sem nenhum resultado que atingisse a alma, o seu interior. Buscar aqui dá a ideia de continuidade, de perseverança e compromisso (vv19,20). Consagração é a recomendação do próprio Senhor Jesus (Mt 6.33). Precisamos aprender a estar dentro destes “até quês” de Deus (Os 10.12).

4. Conversão ao invés de secularismo. “... e se converter dos seus maus caminhos...” A conversão verdadeira gera misericórdia que muda todas as coisas (2 Cr 30.9). O Secularismo entre os filhos de Deus se manifesta na ética, na prática política e nos ideias de justiça social. Quando a igreja esquece ou confunde estes princípios, o mundo iníquo já entrou nela. Ela traz refrigério espiritual e mental (At 3.19).


Com toda certeza, a cura dos males de nossa sociedade passa pela consagração dos filhos de Deus e da Igreja. Estas são condições que trazem a cura e a restauração de um povo. Eis o desafio de sua vida.                              

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