sábado, 16 de junho de 2012

A GRAÇA EXCLUI O ESFORÇO



“E nós, na qualidade de cooperadores com ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus”.  2ª Coríntios 6:1

Jesus nos ensinou o caminho da graça. Ele revelou que Deus se dá a conhecer por meio dela e nada que o ser humano faça para conhecer a Deus pode ser por merecimento pessoal. Deus somente pode ser conhecido, sentido e vivido se estivermos convictos de que nada existe em nós mesmos que possa atrair os olhares de Deus. Qualquer ação que mereça esforço, consequentemente destronará a Graça e valorizará o Legalismo.

Esta tese é a máxima do Cristianismo, porém na prática, a maioria dos cristãos não sabe o que é viver assim. A nossa prática de vida cristã passa pela “Lei do Esforço” e também pela “Lei da Causa e Efeito”. Achamos que embora Deus seja conhecido como Deus da Graça, ele exige de nós algumas atitudes para que sejamos aceitáveis e abençoados.

Acabamos nos encontrando “contra a Graça” quando acreditamos que Deus só nos abençoa se fizermos algo que lhe agrada, ou quando conseguimos “dobrá-lo” se formos “filhos bonzinhos” e obedientes. Quando nos sentimos plenamente cheios de obediência a Ele, ou quando achamos que determinada bênção chegou a nós por causa de nosso esforço em oração, por exemplo, acabamos negando a graça de Deus em nós mesmos.

A graça deixa de ser graça se existir a presença do mérito pessoal ou qualquer esforço. Qualquer idéia que possa surgir em nós, que nos leve a pensar que atrairemos o olhar de Deus ou se buscarmos ser bons ou se orarmos corretamente ou se nossa prática estiver dentro do que estipula as regras culturais evangélicas ou se dermos nossos dízimos tentando mostrar a Deus nossa “fidelidade”, com toda certeza estaremos tornando a Graça de Deus em vão.

Quando pensamos ou agimos assim, estamos revelando um “deus pequeno”, “primitivo” e “mesquinho” que age sempre dependendo de nossas atitudes e práticas “religiosamente corretas”. Podemos fazer pior, pois ao revelarmos em nossas palavras e nosso jeito um “deus” que se move pela “Lei da Causa e Efeito”, na verdade estamos tratando-o como se Ele fosse um animalzinho que podemos adestrar. Na verdade nunca soubemos o que seja a Graça de Deus. Nunca nos vimos “impotentes” e “limitados”, ainda precisamos nos encontrar com o “Eu-Sou”, com a Palavra Viva, com o Logos de Deus, com o Caminho, a Verdade e a Vida.

Nossas obras, nossas orações, nossos esforços, nossa disciplina pessoal, tem o seu lugar, porém nunca poderão ser uma ferramenta de barganha para incendiar o amor de Deus por nós. Aceitação e resignação, Nada mais que isso para que experimentemos a Graça.
Deus nos ama, por que ama, sem méritos, sem esforços, sem instrumentos de medição espiritual, sem algemas religiosas, sem pensamentos e ideologias denominacionais.

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