sexta-feira, 4 de maio de 2012

SERÁ QUE NOSSA MISSÃO É A MESMA DE JESUS CRISTO?



          Há muita propaganda e pouca identificação. Há muito turismo missionário e pouca inserção. Como as igrejas estão testemunhando de Cristo? Devemos ser corajosos para avaliar as estratégias e métodos que usamos para comunicar o Evangelho. Não é suficiente usar do “marketing” e da “mídia” para o anúncio das Boas Novas.  Também o turismo missionário somente nos serve para conhecer e manter trabalhos denominacionais nos bairros das grandes cidades e interiores do país. A grande questão é: “estamos dispostos a encarnar nos contextos sociais, urbanos e rurais, no meio das pessoas de modo comum”?  
          Não precisamos de “avivamento coreográfico”. Isso não produz absolutamente nada, apenas gritaria e sensacionalismo. Necessitamos urgentemente saber o que é evangelizar segundo a “evangelização de Jesus Cristo”. Sem uma interpretação correta da Sua missão, não há missão da igreja. Precisamos rejeitar idéias usadas pelo movimento evangélico que nada mais são do que métodos utilizados pelo mundo empresarial e de mercado. Precisamos de uma missão parecida com a de Jesus de Nazaré. Precisamos parar de “pescar no aquário” de outros.
          Para que cumpramos nossa missão devemos redescobrir a “encarnação de Cristo como modelo de nossa missão”.
          A nossa missão deve ser estimulada e fundamentada pela missão de Cristo. Devemos nos perguntar: O que é a missão de Cristo? Como Cristo falava? Como Cristo ensinava? Como Cristo curava? Enfim, como Cristo se envolvia com seu mundo? Então vamos achar as respostas e seremos desafiados pelas suas palavras: “assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20.21). Jesus Cristo, portanto é o modelo para que nós realizemos nossa missão. Devemos seguir o padrão que o Pai usou para enviar seu Filho.
          Enquanto a igreja não abrir mão da situação econômica, isto é, parar de pensar só em dinheiro e se contextualizar no meio das pessoas e comunidades não haverá missão de Cristo. Enquanto a igreja não “arregaçar as mangas” e “colocar os pés na lama”, a evangelização não será verdadeira.
          Identificar-se com Cristo é se envolver com pessoas, as mais diferentes e as mais variadas. Quanto mais nos identificamos com Cristo mais nos envolvemos com mundo a nossa volta. O contrário também é verdade. Portanto nossa missão tem que ser mais do que proclamação verbal. Deve ser de serviço, encarnado na vivência da gente, deve ser modelado pelo jeito de Cristo, apaixonado, com sentimento e dinamizado pela criatividade e inteligência de cada um.
          Nossa evangelização deveria não ser feita de discursos e sim de atos de amor, de justiça e de misericórdia. O mundo cansou de ouvir discurso.

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