sexta-feira, 20 de abril de 2012

QUEM É O VERDADEIRO CRISTÃO?

Há uma diversidade de estilos de cristianismo como há diferentes tipos de cristãos.

No sentido amplo da palavra “cristão”, alguns para se distinguirem de outros, se nomeiam como “crentes”, outros como “evangélicos” e outros fazem questão de afirmar seu “tipo de doutrina” ou “denominação”.

Há aqueles que dizem que são da igreja “tal” ou da igreja do pastor “Beltrano”. Hoje há todo tipo de “cristão”, há os cristãos “católicos”, “evangélicos”, “não-evangélicos”, os “apostólicos” entre tantos mil.

Se fôssemos pensar em denominações evangélicas, há pelo menos no mundo inteiro aproximadamente 80.000 denominações.

Mas quem é o “Cristão” no sentido restrito da palavra?

Cristão não é simplesmente a pessoa que procura viver de acordo com a doutrina de sua igreja ou denominação. Cristão é antes de tudo aquele que procura viver sua humanidade a partir de Cristo.

Para isso precisamos pensar em que significa ser verdadeiramente humano e o que significa ser verdadeiramente cristão.

Ser verdadeiramente humano, significa viver verdadeiramente sua humanidade, isto é esforçar-se por ser uma pessoa individual e completa e ao mesmo tempo estar relacionado com sua sociedade, voltado para as necessidades e esperanças dos outros semelhantes, da sociedade em geral e estar engajado em prol da justiça, além de assumir sua espiritualidade.

Enfim, ser verdadeiramente humano é viver como Cristo manifestava sua humanidade, pois Ele viveu sua humanidade de forma integral como pessoa, dentro de seu contexto de vida, de sua cultura e de seus costumes. Ele foi homem no sentido pleno da palavra.

Como Cristo viveu sua humanidade, assim nós somos chamados a viver a nossa. Quando não vivemos nossa humanidade, como Cristo viveu a sua, diluímos o significado do “ser cristão”.

Pode-se viver uma religiosidade cristã, sem ser um verdadeiro cristão - como Cristo viveu. Somente é cristão, se viver como Cristo. Assim ser cristão é “seguir a Jesus de Nazaré”. Viver, sofrer e morrer de maneira verdadeiramente humana na sociedade, em seu contexto, na alegria e na tristeza, na vida e na morte, sustentado por Deus e sendo prestativo as pessoas.

Portanto, o cristão não pode viver sob uma forma externa de religiosidade ou denominacionalista, antes sim, viver como pessoa, como um humano como Cristo o foi. Cristo viveu seus costumes e sua cultura de forma plena, sem amarras, sem códigos e sem dogmas. Rompeu sim com as estruturas sociais e religiosas que oprimiam as pessoas com o fim de desumanizá-las, tornando-as monstros de si mesmas.

Viver como Cristão não é viver sob códigos denominacionais ou apenas acreditar em postulados confessionais.

Hoje, necessitamos urgentemente voltar a viver como cristãos. Para isso, precisamos ter coragem de romper com as amarras dos processos religiosos que dominam as pessoas e fazem a “lavagem cerebral” nada diferente dos tempos primitivos e medievais.

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