sexta-feira, 6 de abril de 2012

O PERIGO DO JULGAMENTO PRECIPITADO...

Certa vez no Monte Athos havia um monge que viveu em Karyes. Ele bebia e ficava bêbado todos os dias e era motivo de escândalos para os peregrinos.

Finalmente ele morreu e isso aliviou um pouco a fofoca dos fiéis que passaram a dizer ao Ancião Paisios que eles estavam satisfeitos porque esse grande problema foi finalmente resolvido.

Pai Paisios respondeu-lhes que sabia sobre a morte do monge, depois de ter visto o Batalhão de anjos que veio para recolher sua alma.


Os peregrinos ficaram espantados e alguns protestaram e tentaram explicar para o Ancião de quem eles estavam falando, pensando que o Ancião não tivesse ciência.

Ancião Paisios explicou-lhes: "Este monge em particular nasceu na Ásia Menor, pouco antes da destruição pelos turcos quando eles recolheram todos os meninos. Então, para que o menino não fosse tomado de seus pais, eles o levavam a colheita, e assim para que ele não chorasse era colocado raki (um tipo de bebida alcoolica) em seu leite, e assim ele dormia. Portanto, ele cresceu como um alcoólatra. Lá ele encontrou um presbítero e confessou a ele seu alcoolismo. O presbítero lhe disse para fazer prostrações e orações todas as noites e pedir a Panagia (Toda-Santa) - i.e. como é chamada a Virgem Maria na Ortodoxia Oriental - para ajudá-lo a reduzir por um os copos que ele bebia. Depois de um ano ele conseguiu com esforço e arrependimento fazer os 20 copos que bebia em 19 copos. A luta continuou ao longo dos anos e chegou a 2-3 copos, com a qual ele ainda ficava bêbado."

O mundo por muitos anos viu um monge alcoólatra que escandalizava os peregrinos, mas Deus via um lutador que travava uma longa luta para reduzir a sua paixão.

Sem saber o que cada pessoa está tentando fazer pra melhorar, que direito temos de julgar o seu esforço?

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