sábado, 3 de março de 2012

A MENINA, O BISPO E O MANÍACO

Nestes últimos quinze dias, vimos por meio dos canais de comunicação três notícias que nos chocaram. A primeira, a história de uma menina, adolescente que estava passando suas férias com os pais em São Paulo e juntos foram ao Hopi Hari, em Vinhedo, para brincar. O Hopi Hari é um dos parques mais bem preparados para qualquer tipo de diversão e segundo eles o melhor em segurança. A brincadeira transformou-se em tragédia quando a garota despencou de uma altura de quase 30 metros.

A segunda notícia é mais perto de nós. Nosso querido irmão em Cristo, o Bispo Dom Robinson Cavalcanti e sua esposa Mirian foram assassinados pelo filho numa noite de Domingo após voltarem da igreja. Fato que nos deixou “sem chão”. Um homem bem sucedido, professor de Universidade, bispo anglicano, escritor e servo de Cristo, morto pela impetuosidade e ira de um homem que fora criado e acolhido numa família cristã. A ausência de Dom Robinson deixa uma lacuna como voz profética em defesa da missão Integral da Igreja e de uma posição coerente no meio da sociedade.

A terceira notícia é de um homem de 43 anos, condenado a 30 anos de prisão pelos crimes de furto e roubo sem arma, mas em liberdade condicional desde o dia 14, após cumprir metade da pena, entrou em um ônibus no Rio de Janeiro e estuprou uma menina de 12 anos.

Em todas as notícias, o que vemos é a “banalização da vida”, o desrespeito pelo “ser humano” e a insanidade de pessoas que embora cumprindo suas penas por seus delitos, são instrumentos de um sistema social falido sem a menor condições de ajudar a tratar estas mentes desequilibradas. A sociedade vive tempos de total desordem. E então nos perguntamos: “O que a igreja está fazendo? Como os discípulos de Cristo estão interagindo nesta sociedade para minimizar os efeitos da iniquidade? Onde eles estão?” E eu respondo: Cuidando de suas vidas, tratando de ganhar mais dinheiro e buscando os templos nos dias de culto para pedir mais bênçãos!

Jesus Nosso Senhor chamou-nos para sermos “sal da terra” e “luz do mundo”. Paulo nos desafia a sermos “luzeiros de Deus num mundo em trevas”. Pedro, apóstolo afirma que devemos buscar “fazer o bem e não apenas deixarmos de fazermos o mal”. Enfim, eu e você, se soubermos o valor de nossa espiritualidade, teremos certamente um atitude positiva no mundo e não seremos apáticos e passivos diante de tantas situações desequilibradas. A esperança de uma nova vida na eternidade, deve nos fazer começar a reconstruir a vida agora e não apenas sermos “fatalistas escatológicos”. Somos filhos de Deus e como tais jamais poderemos negar nossa “Irmandade Divina”. Onde estão os juízes, advogados, professores, engenheiros, comerciantes, médicos, jornalistas, enfermeiros, biólogos cristãos e tantos outros? Um avivamento deve atingir a igreja de Cristo. Mas ele precisa deixar de ser coreográfico, cênico, mesquinho, interesseiro, institucionalizado e desprovido da Graça. Só um avivamento “de dentro para fora” poderá melhorar este mundo. E isso não acontecerá fora, mas dentro de nós!

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