quinta-feira, 5 de maio de 2011

O verdadeiro modelo de maternidade!

Nestes últimos tempos temos visto manchetes como: “MÃE JOGA FILHO RECÉM-NASCIDO EM QUINTAL DE CASA” ou “MÃE JOGA FILHA NA CAÇAMBA NO LIXO” e “MULHER ATIRA O FILHO DE TRÊS MESES CONTRA O PORTÃO DA CASA” e também “MÃE JOGA FILHA DE OITO MESES DE SEXTO ANDAR DE PRÉDIO EM CURITIBA”.

Depois de ficar perplexo com essas manchetes, concluí que a vida que já não valia mais nada pois se mata por qualquer motivo, agora vemos as mães modernas assassinando seus próprios filhos. Isso significa que o ser humano chegou à sua condição mais monstruosa e bestial.

A Bíblia revela na história dois momentos quando a vida de filhos é posta em jogo diante da maternidade. O primeiro exemplo é positivo, o de Salomão que sabiamente ao ver duas mulheres brigando por uma mesma criança, assume uma postura de mandar cortá-la ao meio a fim de que se revelasse a verdadeira mãe o que no mesmo momento a verdadeira mãe suplica ao rei que deixasse a criança viver mesmo que fosse entregue a sua adversária. O outro exemplo, negativo, mais terrível, foi o de duas mães que diante da fome extrema, tomam a decisão de cozinhar os seus filhos a fim de que elas matassem a sua própria fome. A primeira cozinha seu filhinho, come e dá de comer a outra e logo depois, no momento para sacrificar o outro filho da outra mãe, esta o esconde.

Estas situações, ao olhar humano moderno, são exemplos de monstruosidade primitiva que na verdade, jamais se igualam a banalização da vida que encontramos em nosso mundo e por incrível que pareça em nosso Brasil.

Mas diante da desumanidade de tantas mães que matam, abandonam seus rebentos em latas de lixo, há também o sacrifício de milhares de crianças que jamais chegam a ver a luz da vida e mesmo no útero materno já são cortadas e sugadas para que as ex-futuras mães sejam satisfeitas em suas necessidades egoístas. A estas, o próprio governo federal tem lançado um Programa de Direitos Humanos que antagonicamente vai de encontro ao princípio de proteger a vida desde o útero em detrimento de dar as mulheres o poder sobre seus próprios corpos.

Diante desta desumanidade, somente podemos buscar nas Escrituras o resgate da verdadeira maternidade neste dia que é considerado “Dia das Mães”. Maria, a Mãe do Senhor foi e continuará sendo o maior exemplo de maternidade. Ela enquanto adolescente ao tomar ciência de que seria a Mãe de Jesus, poderia muito bem dizer “não” ou mesmo sufocar o plano divino logo de início. Mas Maria é a mãe que em troca da alegria que lhe estava proposta, assumiu engravidar e ser mãe sendo uma adolescente que na época seria passível da excomunhão e até mesmo da morte, mesmo sem estar casada oficialmente com José.

É Maria aquela que pagará caro por ser a mãe de um Filho que já possuía uma sentença de morte. Mas é a mesma mãe que está junto ao Filho num coxo de feno no seu nascimento. É a mãe que acompanha, que vivencia, que se alegra e que está ao lado do Filho mesmo quando debaixo de chicotadas e açoites o acompanha e sofre com Ele a maior dor, de pagar por um crime que não cometera e permanecer ao pé da Cruz até seu último suspiro.

Neste dia das mães nos lembremos de Maria, que sendo Mãe do Filho de Deus soube perseverar no sofrimento porque sabia quem era este Filho que havia sido gerado dentro de seu ventre, que O havia amamentado e o feito ser o que foi. Que haveria de redimir não somente pessoas mas a todo Universo.

Hoje necessitamos olhar para Maria e dela aprendermos a ver a vida como a maior dádiva de Deus, recobrando a esperança pois se o próprio Deus quis se fazer gente, a vida humana é tão singular quanto a própria vida de Deus.

Que as mães de todo mundo lutem e continuem lutando para que a vida humana se perpetue, mesmo diante da miséria, do engano, da dor e da incompreensão deste sistema que oprime e escraviza.

Hoje mais do que no passado, necessitamos de verdadeiras mães que não apenas gerem seus filhos mas que caminhem com eles na alegria ou na dor, nas vitórias e nas provações diante de um mundo desordenado, caótico e confuso que valoriza mais o prazer, a luxúria e o consumismo.

Parabéns mães, pelo seu dia!