sexta-feira, 22 de abril de 2011

Oração: O respiro da alma (III)

O grande mestre da oração é o nosso Salvador. A oração acompanha todos os fatos importantíssimos da Sua vida terrestre. O Senhor ora ao receber o batismo de João (Lucas 3:21); passa uma noite inteira em oração antes da escolha dos apóstolos (Lucas 6:12); ora durante a transfiguração (Lucas 22:41), e ora na cruz. A última palavra do Senhor antes de morrer, foi uma oração (Lucas 23:46).
Um dos discípulos fez-lhe um pedido: “Senhor ensina-nos a orar” (Lucas 11:1). E como resposta a isso, o Senhor deu-lhe uma oração curta no tamanho mas rica no conteúdo, a oração que até hoje reúne todo o mundo cristão é a oração do “Pai Nosso”. Ela nos ensina sobre o quê e em que ordem devemos orar. Direcionando-nos a Deus dizemos “Pai nosso”: consideramo-nos seus filhos e irmãos em relação ao outro, por isso não oramos apenas por nós, mas por todas as pessoas. “Santificado seja o Teu Nome”: pedimos para que o Nome dEle seja sagrado para todos e que todas as pessoas louvem o Nome dEle com suas palavras e atos. “Venha a nós o Teu Reino”: O Reino de Deus começa no interior de cada pessoa, quando a benção de Deus entrando nela a purifica e transfigura o seu mundo interior. Juntamente, a sensação da presença de Deus, reúne todas as pessoas e os anjos numa grande família espiritual, chamada Reino de Deus. Para que o bem se difunda entre as pessoas é preciso pedir: “Seja feita a Tua vontade assim na terra como no Céu”: que tudo no mundo se faça segundo a boa e a mais sábia vontade de Deus e que nós as pessoas, igualmente de bom grado, realizemos a vontade de Deus aqui na terra, como a realizam os anjos no Céu. “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”: Dá-nos hoje, tudo o que é suficiente para a alimentação do nosso corpo, o que acontecerá conosco amanhã nós não sabemos. Necessitamos apenas do pão diário, que é indispensável para manter a nossa existência. “E perdoa-nos as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores”: estas palavras são explicadas da seguinte forma: “E perdoa-nos os nossos pecados” (Lucas 11:4). Nossos pecados são dívidas, porque ao pecarmos não realizamos o que devemos e nos tornamos devedores perante Deus e as pessoas. Este pedido insinua-nos com uma força especial, a necessidade de perdoar ao próximo todas as ofensas: não perdoando aos outros, não ousamos pedir perdão a Deus pelos nossos pecados, não ousamos orar com as palavras da oração do Senhor. “E não nos deixes cair em tentação”: verificação das nossas forças morais por meio da inclinação para qualquer ato impuro. Aqui, nós pedimos a Deus para nos prevenir da queda, se uma tal prova das nossas forças é inevitável e indispensável. “Mas livra-nos do mal”: de toda a maldade e do seu agente, o diabo. A oração acaba com a certeza na realização daquilo que fora pedido, pois a Deus pertence o Reino eterno, o poder e a glória.
Desse modo, o Pai Nosso reúne em si tudo sobre o que se deve orar, ensina-nos a colocar todas as nossas necessidades na ordem correta. O exemplo de tal oração, deixou-nos o próprio Salvador. Ele orava no jardim de Getsêmani, o seguinte: “Meu Pai, se possível passe de Mim este cálice! Todavia não seja como Eu quero, e, sim, como Tu queres” (Mateus 26:39).
(adaptado de A.Mileant)

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