sexta-feira, 22 de abril de 2011

Oração: O respiro da alma (II)

Muitos sabem muito sobre oração, porém não possuem a prática contínua da oração e nem mesmo como orar, isto é, como devemos nos preparar para orar. Antes de começar a orar devemos nos livrar de todas as ocupações e deveres habituais, reunir os pensamentos, como se fechássemos a porta da nossa alma para tudo o que é terrestre e direcionar toda a nossa atenção para Deus.
Estando perante a face de Deus e imaginando vivamente a Sua grandeza, devemos buscar sentir uma profunda consciência da nossa indignidade e fraqueza. "Orando deve-se imaginar toda a criação como nada perante Deus e unicamente Deus-Tudo" (João de Kronstad). Um exemplo de disposição e sentimento da pessoa que ora, o Nosso Senhor apresentou-nos na parábola do publicano que fora perdoado por Deus pela sua humildade, quando dizia: “Senhor, tem misericórdia de mim, pecador”. (Lucas 18:9-14).
Este sentimento e atitude não dá origem ao desânimo nem ao desespero, pelo contrário, se junta com a fé na bondade e onipotência do nosso Pai celeste. Apenas uma oração com fé pode ser ouvida por Deus: "Tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes e será assim convosco" (Marcos 11:24). Aquecida pela fé, a nossa oração torna-se dedicada. Além disso, necessitamos ter em mente a promessa de Jesus Cristo, que devemos orar sempre e não desanimar (Lucas 18:1) quando o Mesmo afirma: "Pedi, e dar-se vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se vos-á" (Mateus 7:7).
As histórias nos Evangelhos da mulher Cananéia que pediu a Cristo cura da sua filha (Mateus 15:21-28), da pobre viúva que conseguiu justiça de um juiz injusto (Lucas 18:2-8), e outros casos semelhantes a estes dão testemunho da grande força da oração. Mesmo que a oração não seja logo atendida, segundo nosso ponto de vista, não devemos desesperar-nos e nem perder o ânimo: Isso é uma prova e não uma recusa. “Por isso Jesus Cristo disse "batei," para mostrar que, mesmo se Ele não abrir logo as portas da Sua misericórdia devemos aguardar com uma clara esperança" (João Crisóstomo).
Como o Senhor é o nosso Pai celeste, somos todos iguais. Ele receberá a nossa oração, tanto quanto tivermos uma disposição verdadeiramente fraternal e benevolente para com as pessoas, quando destruirmos as maldades, inimizades, cobrirmos com o perdão os aborrecimentos e fizermos as pazes com todos: "Quando estiverdes orando se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que o vosso Pai celeste perdoe as vossas ofensas" (Marcos 11:25).
(adaptado de A. Mileant)

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