sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A respeito da participação de um presbítero no Carnaval do Rio

Recebi de uma pessoa evangélica um email que falava sobre a participação de um presbítero no Carnaval do Rio. O assunto está abaixo, bem como meu comentário: sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011, Presbítero da Igreja Renascer comandará a bateria da escola de samba Mangueira durante Carnaval 2011.

"Quis o Criador abençoar o talento de Ailton André Nunes e ele acabou traçando seus passos no compasso do surdo de primeira. Ou melhor, da ‘Bateria Surdo Um’. Foi a paixão pelo ritmo, surgida quando ainda era moleque e rolava pelo lixão do Chalé, no Morro da Mangueira, em busca de latas e papelão para fazer tambores afinados com o calor de fogueiras, que fez o hoje presbítero, (uma espécie de líder) da Igreja ‘Renascer em Cristo’, aceitar o convite do presidente Ivo Meirelles e se tornar, há pouco mais de um mês, o novo mestre de bateria da Verde e Rosa.

Contradição com a fé? Não para Ailton, percussionista profissional, 39 anos, casado, pai de duas filhas e avô de outra menina. “Sou um servo de Deus e acredito que as pessoas têm um dom. E acredito no plano de Deus para a minha vida. E faz parte passar por isso, estar à frente da bateria”, explica o maestro, que também é um dos autores do samba que homenageia Nelson Cavaquinho, enredo da escola.

Antes de aceitar conduzir a bateria que ele conhece desde menino e da qual já chegou a ser um dos diretores — na época do primo Alcir Explosão, a quem elogia o talento —, além de primeiro repique, Ailton conversou com a família e seus orientadores na igreja.

A volta à escola, entretanto, levou 8 anos para acontecer. Foi quando, diz, “tinha outro tipo de conduta e estava perdendo a família”, acabou encontrando a igreja em seu caminho. Na caminhada de lá para cá, trabalhou com música, rodou a Europa como percussionista e reencontrou amigos no Brasil. Agora, só quer saber de unir a “Família Surdo Um” em torno de um objetivo: ganhar a nota dez para a Mangueira.

“Mas e as tentações do Carnaval?”, provoco eu ao entrevistado. “Todos nós somos pecadores. Só que tem um porém: eu tenho consciência que sou pecador, mas hoje não vivo pelo pecado”, responde, sem atravessar o discurso".
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Meu comentário-resposta a irmã evangélica:
Minha irmã, isso é apenas a ponta do Iceberg. A igreja perdeu seus absolutos e os seus líderes não apenas estão presentes nos carnavais da vida mas também estão dentro das igrejas fazendo seu carnaval, pois há muitos que fazem de seu ministério um verdadeiro "carnaval". Há muitos que montam seu "castelinho feudal" e organizam-se como próprios "donos" de igreja, manipulam e exploram a boa fé das pessoas, extorquem dinheiro, fazendo amplas pregações sobre dízimo, vivem uma vida desconectada da oração, vivem com aparência de piedade, mas não cansam de falar mal das suas ovelhas e de outros presbíteros que geralmente são chamados por eles de "colegas".

Esse caso é somente a ponta do Iceberg. Por isso sou contra essa pulverização de líderes religiosos, bem como de pastores, presbíteros e diáconos que nunca foram chamados por Deus, e estão usando a igreja como meio de vida.

A nós, que somos presbíteros, será de maneira mais intensa e pesada o julgamento de Cristo, pois a Epístola de São Tiago já afirmava: (3.1): "Meus irmãos, não sejamos muitos de vós mestres (líderes), pois haveremos de passar por um juízo mais rigoroso".

Temos que pregar contra esse processo de se ordenar e consagrar qualquer pessoa, porque fala bem na igreja, ensina uma boa aula de escola dominical, ou faz uma oração mais eloquente.Nenhuma destas práticas é suficiente para se ordenar um presbítero. São Paulo já falava a Tímoteo sobre isso (1 Tim 3.1-14).

No passado, na Igreja Antiga, muitos corriam longe de serem ordenados presbíteros ou bispos. O problema é que temos uma igreja que não conhece a sua história, pois se conhecêssemos a história jamais faríamos o que estamos fazendo. Hoje na igreja a titulaçao virou meio-de-vida.

Kyrie Eleison (Senhor tem piedade)
Luiz Augusto (presbítero)

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