sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A MISSÃO DE DEUS NO CATIVEIRO

O exílio babilônico foi um ponto decisivo na história de Israel. Jerusalém foi destruída por Nabucodonosor por volta do ano 600 a.C. Depois de 70 anos, uma parte dos judeus retornou à sua terra, porém a maioria preferiu permanecer no exílio, por razões diversas.
Eventualmente chegaram a representar 7% do Império Romano. No ano 70 AD um historiador relatou: “É difícil achar um único lugar sobre a terra habitada que não tenha dado lugar a essa raça de homens (Israel) e não seja possuído por ela”.
Foi durante esse período que a Missão de Deus por meio da nação de Israel mudou completamente. Em vez das nações afluírem a Jerusalém para aprender a Lei do Senhor, direta e indiretamente a Lei foi levada pelos judeus dispersos pelo Cativeiro até aos confins da terra. Pela primeira vez na sua história, Israel se tornou ativamente engajado em conquistar “adeptos” das nações pagãs.
Havia dois tipos de convertidos ao judaísmo: o “prosélito” (At 13.43) e o “temente a Deus” (At 10.2). Estes eram o resultado da expansão do judaísmo entre os gentios durante a Dispersão. Cinco características da vida religiosa judaica nesse período colaboraram para fazer convertidos e indiretamente preparam para a chegada do Cristianismo no Novo Testamento:
1- A Instituição da Sinagoga: Centro religioso e social da vida judaica. Espalhadas pelo Império Romano congregavam grande parte dos judeus que não podiam ir a Jerusalém e assim freqüentavam as sinagogas. Ainda que os pagãos (gentios) fossem excluídos do Templo (At 21.29), eles tinham livre acesso à sinagoga. Assim a sinagoga tornou-se o principal meio de fazer convertidos (Atos 17.1-3).
2- A Tradução das Escrituras para o Grego: A Septuaginta ou LXX teve o objetivo de beneficiar os judeus da Diáspora que passaram a usar o grego, língua franca da região do Mar Mediterrâneo. A LXX era lida cada Sábado nas sinagogas por todo o mundo de fala grega e latina (At 15.21).
3- O Conceito do Monoteísmo: O mundo grego e romano era infestado do politeísmo. Durante o cativeiro o povo de Israel fora curado da idolatria, e muitos gregos sinceros se voltavam ao monoteísmo dos hebreus (Atos 17).
4- A prática da moralidade: “A corrupção na política, libertinagem no prazer, fraudes nos negócios, engano, e superstição religiosa fizeram a vida humana em Roma deprimente para muitos”. Enquanto isso, os pais judeus ensinavam a Lei a seus filhos e mantinham um padrão familiar alto e todas as crianças aprendiam sua profissão.
5- A promessa de um Messias: A expectativa messiânica foi a grande bandeira do judaísmo. O Messias seria bem sucedido onde os outros dominadores falharam, pois estabeleceria um reino de paz universal para todos os povos, baseado na justiça absoluta.
Portanto, a missão de Deus se fez também enquanto os israelitas estavam sob a disciplina e castigo de Deus. É muito salutar entendermos que embora sejamos disciplinados pelo Senhor ou soframos as conseqüências de nossos erros e pecados, Deus em sua misericórdia continua manifestando sua graça aos nossos semelhantes mesmo quando andamos por caminhos difíceis como foi o caso de Israel, que sofreu os resultados de sua idolatria e de seu caminho longe do Senhor.
Cabe ainda ressaltar que todo este caminho que o povo de Israel fez antes e depois do Cativeiro Babilônico, promoveu a preparação do mundo antigo para a chegada do Messias Jesus, Deus Emanuel. Esta preparação se deu em todos os sistemas da vida humana, desde a política, a economia, a cultura e a religiosidade.
Deus está preocupado sim, como este mundo tem andado. Não podemos deixar de lado nossa preocupação com a realidade cruel que nossa sociedade vive. Devemos entender que em todos os processos da existência humana Deus está direta e indiretamente agindo a fim de que todos o conheçam e venham a se relacionar com Ele. A missão da igreja hoje deve ser a missão de Deus. A ação da igreja hoje deve refletir a ação de Deus. Será que a igreja necessita ser disciplinada pelo Senhor por tantas vezes buscar seu próprio benefício, a fim de que outros venham a conhecê-lo de modo verdadeiro?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

ORAÇÃO...

"Dê-me, Senhor, agudeza para entender, capacidade para reter, método e faculdade para aprender, sutileza para interpretar, graça e abundância para falar. Dê-me, Senhor, acerto ao começar, direção ao progredir e perfeição ao concluir"

(Santo Tomás de Aquino)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A missão de Deus nos Profetas

Não há entre os livros proféticos, nenhum que relatou mais claramente a visão missionária de Israel do que Isaias. Devemos fazer algumas considerações sobre alguns trechos dos profetas para que nos convençamos que a visão da missão de Deus pervade todo o cânon sagrado.

Em Isaias 6:1-8 encontramos todas as condições do chamado do profeta. Isaias tem a visão da glória de Deus, ao mesmo tempo que relata a experiência do perdão e após isso a comissão para profetizar entre o povo de Israel.

Há relatos notáveis a respeito da vinda do Messias (Is 9:1-7; Is 11:1-10), a ênfase no encorajamento dado a Israel para ser o mediador entre os povos (Is 41:8-10) e a profecia a respeito do Servo do Senhor como luz para os gentios (42:1-9; 49:1-7; Is 52:7). O profeta registra uma proclamação profética para os pagãos (Is 2.1-4). Os povos são levados a Israel (Is 5.24). As ilhas são convidadas a louvar a Deus (Is 24.14-16). A ordem para que todos os povos se congreguem ao redor do Deus eterno (Is 43.6-9). Deve ser ressaltada a abrangência da obra do Servo do Senhor (Is 49.1-7). Em Is 56.1-8 os estrangeiros são tratados como filhos e em Is 66.18-21, os que jamais ouviram falar de Javé (Senhor) também são alvo de Sua graça.

Outro profeta que devemos fazer menção é Jonas. Ele é chamado por Deus para ir a Nínive, cidade ímpia e idólatra, capital do Império Assírio. Seu objetivo é converter os inimigos de Israel. Mas o que se vê é um tratamento de Deus para com Jonas, um dos profetas do povo de Deus. O livro relata claramente o amor gracioso de Deus e a amargura de um profeta que deveria ser uma luz entre os pagãos. Deus não permite que Seu plano fosse frustrado, pelas palavras e atos do profeta. No caso, o livro de Jonas além de ser o registro de que Deus deseja ser conhecido pelos que não pertencem a Israel, como também o meio canônico de mostrar que Israel jamais poderia se envaidecer de sua eleição. O amor de Deus rompe barreiras para alcançar quem ele deseja salvar.

A) O Conceito de Reino: Juntamente com o movimento profético, o conceito de Reino vai sendo desenvolvido e amadurecido desde o início da revelação. Tal conceito se torna importante porque Jesus irá utilizar freqüentemente desse termo para fazer alusão ao Domínio eterno de Deus sobre o universo. Embora a idéia de Reino para Israel tenha sido usada desde o livro de Deuteronômio (Dt 17.14-20), o tempo dos Juízes trouxe a Israel uma motivação errada, o desejo de se tornar reino, isto é uma monarquia veio motivado pela inveja às nações circunvizinhas (1 Sm 8.6-9).

A monarquia durante o reinado de Davi tem a sua maior expressão. Ela é vista positivamente em contraste com o reinado de Saul, pois Davi encarna de fato o homem segundo o coração de Deus e adiciona a essa característica seu carisma como líder da nação. Assim encontramos um rico vocabulário que descrevia o rei como “filho de Deus” (Sl 2.7), “sacerdote de uma ordem única” (Sl 110.4) e até o próprio “fôlego que dava vida ao povo” (Lm 4.20). O rei se permanecesse obediente a vontade divina poderia ser uma fonte de vida, salvação e bênção para o povo de Javé (1 Sm 12.14; Sl 132.12).

É bom lembrar que é na eleição de Israel, muito tempo antes da monarquia que o conceito de reino começa a germinar. A eleição conscientizava a Israel que era o povo chamado para viver sob o governo de Deus e é aí que o conceito de reino se instala. O rei não governava de forma autônoma, mas ele deveria ser o delegado de Deus, responsável pela sua conduta diante de elohim, como também diante do povo. A época de Salomão trouxe um tempo de estabilidade e paz. “Na pessoa de Salomão, a liderança passou de carisma para dinastia”. Contudo com Salomão o povo intensificou o politeísmo e a idolatria.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Os Salmos e a Missão de Deus

Desde a tomada da Terra Prometida até a instauração da Monarquia em Israel, Javé traçou uma linha de responsabilidade para Seu povo chamando-o sempre a manter a Aliança que fora feita no Sinai. Esta visão de Deus não se revelou apenas nos livros da lei e nos livros históricos, mas também entre os chamados “Escritos” ou Livros Poéticos.

Tomaremos o livro dos Salmos para compreender a visão da missão de Deus. Os Salmos não eram apenas o Hinário Nacional de Israel, mas, sobretudo, ensinavam e rememoravam ao povo que sua “Liturgia” deveria exaltar o “Deus de todos os povos” e suas ações na terra por meio da nação eleita que era Israel.
Portanto, há uma estreita ligação entre o binômio: Adoração e Missão. Estes termos sempre andam juntos e um depende do outro. Como afirma Dr. Timóteo Carriker: “A missão do povo escolhido encontra sua relação eficaz com o mundo à medida que responda sincera e pessoalmente a Deus”. Assim, o caráter do povo de Deus se mostra através de sua relação com Ele.

Portanto a Finalidade dos Salmos eram: Reproduzir a visão missionária ao povo que cantava; Estar em harmonia com o propósito e a mensagem de Israel; Chamar as nações a um culto ao Deus Universal; Glorificar ao Deus que reina sobre as nações; Revelar o domínio de Deus sobre o universo; Reafirmar a esperança messiânica; Revelar o juízo e a misericórdia de Deus sobre a terra;

Cumprir a missão de Deus tem uma profunda e forte ligação com a adoração. A missão é impulsionada e motivada pela relação que o povo tem com Deus.
No Antigo Testamento. Deus (Javé) estava determinando a Israel que adorasse ao Seu Criador, mas também estivesse olhando os povos ao seu redor. O povo que falava e cantava a Deus por meio dos Salmos, não somente enaltecia a Deus e as suas obras, como também recebia forte impressão acerca do Domínio Universal de Deus. Além disso, Israel como povo escolhido e nação sacerdotal (Ex 19.3-6) deveria responder a Deus sinceramente tanto quanto mais conhecesse a abrangência de sua Soberania.

A adoração e missão andam juntas. Orlando Costas afirma: “Missão é a comunicação e a antecipação da adoração. Liturgia sem missão é como um rio sem uma fonte. Missão sem adoração é como um rio sem o mar. Sem um, o outro perde sua vitalidade e seu significado”. E o pastor João Piper complementa: “Adoração é o combustível e o alvo na missão. Ela é o alvo da missão, porque na missão, nós tentamos trazer as nações para dentro do gozo supremo da glória de Deus. O alvo da missão é a alegria dos povos diante da grandeza de Deus. Mas adoração também é o combustível da missão. Paixão por Deus na adoração precede o que Deus oferece na pregação. Você não pode recomendar o que não é valorizado”. Portanto, a missão começa e termina em adoração.

A pobreza na vida devocional da igreja produz a pobreza na dedicação ao mundo. Quanto mais intensamente se relaciona com Deus, tanto mais haverá compromisso na missão ao mundo a fim de que todos ofereçam sua oferta, uma vez santificada pelo Espírito Santo (Rm 15.16-18). João Piper mais uma vez reafirma: "Quando a chama do culto queima com o calor da verdadeira dignidade de Deus, a luz da missão brilhará até os povos mais distantes da terra". E Carriker acentua: “Quando a paixão por Deus está fraca, o zelo pela missão certamente será fraco. As igrejas que não vivem a exaltar a majestade e a beleza de Deus dificilmente poderão acender uma luz forte para "anunciar entre as nações a sua glória" (Sl 96.3).

Os nossos cultos fervem com a exaltação da glória de Deus? O zelo pela glória de Deus no culto motiva a obra missionária? Os Salmos mostram o homem falando a Deus de maneira pessoal. Israel deveria ser assim. A Igreja deve ser assim também. É no conteúdo dos salmos que vemos a forma didática de Deus para ensinar seu povo (7.7,8; 10.16; 19.1-4; 22.27-28; 47.1-9; 50.1; 59.5; 64.9; 66.1,8; 67.1-8; 68.28-32; 72.8-11; 72.17; 86.9; 96.1-3; 98.2; 99.1; 100.1-5; 108.3; 105.1,44,45; 117.1-3).

A comunicação litúrgica mantinha sempre dois canais abertos. Um era o canal horizontal, onde o salmista falava a Deus, o segundo era o ensino que invadia o canal vertical, isto é, não havia somente louvor, mas também instrução e memorização das verdades ali registradas. Ao analisar os Salmos vemos quão importante é falar ao coração das pessoas. Quanto mais intensamente houver uma relação de intimidade em oração e adoração a Deus por meio do orar e cantar os salmos, mais conheceremos a Sua vontade, o Seu coração e assim também nos moveremos dentro de Sua missão. Você conhece a vontade, o coração e a missão de Deus? Desenvolva um caminho de adoração. Esse é o segredo.

Dia do Mestre - Minha aula, meu culto

Hoje faço um tributo a Deus, pela minha vocação. Lembro-me de minha mãe e de meu pai. Não apenas me geraram, mas me repassaram o DNA de minha vocação. Recordo-me das tantas vezes que minha mãe Marly, Mestra do Ensino Fundamental, me ensinava a ler pela cartilha "caminho suave". Com ela aprendi as primeiras letras, com ela aprendi a amar como ela amava tão sinceramente, tão profundamente. Recordo-me de meu pai Raul, Mestre e Instrutor do SENAI. Com ele aprendi os primeiros passos da Eletricidade Básica. Com ele aprendi a seriedade e a honestidade. Lembro-me de meu pastor Rev. Dirceu, Mestre da alma que me ensinou os primeiros passos da fé e me incentivou ao ministério pastoral, jamais esquecerei de seus sermões e homilias que enchiam a minha alma ainda quando jovem na igreja de Rio Claro. Recordo-me sim, de todos os meus mestres, de todos e de todas.

Hoje, ensino aos meus alunos não apenas os valores que aprendi deles, mas faço de minhas aulas o meu verdadeiro culto a Deus. Ser Mestre é mais do que ensinar teorias e fórmulas. Ser Mestre é doar-se pela alma e pelo aprendizado de tantos que desejam crescer e se libertar, não somente na alma mas também no intelecto.

Hoje, quando estou ensinando, não sei se estou servindo ao meus alunos ou se estou adorando a Deus. A verdade é que "ensinar" é um mistério que vai além das regras básicas da comunicação, da didática, da pedagogia e da metodologia. O ensino é um encontro de almas que se interagem e se integralizam. Ali não sabemos quem ensina e quem aprende.

Hoje, lembro-me de meu país, meu Brasil, tão vasto, tão rico, tão verdadeiro, tão pluralista, mas também tão pobre, tão analfabeto, tão inculto, tão mísero, tão manipulado, tão explorado por que faltam Mestres Verdadeiros que façam de sua vocação o seu culto a Deus. Que façam de sua Maestria não apenas um meio de vida, mas que façam de suas vidas um meio para a libertação de nosso país. Nestes últimos anos, nosso país pode até ter dado melhores chances às camadas mais baixas da sociedade, mas está embrutecendo, emburrecendo, e diluindo os valores que recheiam o intelecto de qualquer ser humano.

Precisamos de Mestres que possam conduzir seus alunos a uma libertação social, espiritual, cultural e intelectual, que abram caminhos e iluminem os passos para uma sociedade melhor e mais justa.

Cada vez mais lhe falta educação, alfabetização cultural, libertação intelectual e valorização da vida. Não basta que os políticos se comprometam com um Brasil mais forte economicamente. É necessário enriquecer a mente de cada cidadão, levá-lo nos dizeres de Paulo Freire a uma verdadeira libertação.

Neste dia, aos meus pais e mestres, queridos e amados, rememorados por meio de toques, gestos, palavras e semblantes, ergo diante de meu Cristo, meu tributo e agradeço pelas mãos que me conduziram.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

OS PACTOS, A MISSÃO E A IGREJA

ELEITOS PARA O SERVIÇO
O chamado de ser bênção para todas as famílias da terra, concedida a Abraão (Gn 12.1-3) e a sua posteridade, é confirmada em Isaque (Gn 26.1-6) e mais uma vez repetida para com seu neto Jacó (Gn 28.10-14). Mas essa aliança confirmada com os Patriarcas se consolida para com os filhos de Israel (Jacó), não como família, mas como uma nação. É na peregrinação do deserto, antes do povo receber as leis sociais, cerimoniais e litúrgicas, Deus mais uma vez repete os mesmos princípios agora de forma mais desenvolvida como se vê em (Ex 19.1-6).
A aliança no Sinai seria a base contínua do relacionamento de Israel com Javé e também a conseqüência da sua eleição como povo. Esta Aliança precisava ser renovada a cada geração, pois a mesma era condiciona a uma vida de obediência. Em Êxodo 19, mais uma vez Deus fala a Moisés reafirmando a Graça sobre a nação desde quando o povo é libertado do cativeiro egípcio: “... tendes visto o que vos fiz.... e vos cheguei a mim...” (Ex 19.4). Vinculada a esta Graça está a Aliança do povo para com o Senhor. A Palavra era a base desta aliança “....agora pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança”. O termo usado para guardar é melhor traduzido por cumprir. Isso traz a idéia de obediência. A obediência à Palavra de Deus traria à nação condições e características dadas somente ao povo israelita: “...então sereis minha Propriedade Peculiar, um Reino de Sacerdotes e uma Nação Santa.”
Aqui reside o primeiro chamado oficial de Israel como Reino Sacerdotal. Uma nação que é eleita para estar no meio das nações pagãs e a partir daí ser bênção aos povos pela Obediência a Javé, pela Palavra de Deus, anelando a santidade de vida que é inerente ao ser de Deus mas também comunicada a Israel para ser espelho da glória de Deus. Aí temos a primeira forma de missão: a Missão centrípeta de Israel. Isto é, a nação de Israel não sairia para testemunhar, e sim os povos pagãos é que viriam procurar Deus onde? Em Israel.
1. SOMOS SEPARADOS PARA SERVIR. Assim compreendemos que o termo “ser santo”, não expressa favoritismo, nem particularismo da parte de Deus, mas implica em que alguém é separado para servir (I Pe 2.9); Não há santidade sem uma finalidade.
2. DEUS QUER A SUA IGREJA NO MUNDO E NÃO FORA DELE. A igreja, assim como Israel deve ter como maior propósito além de glorificar a Deus, ser o Reino de Sacerdotes no meio da sociedade em cada geração. Essa compreensão sobre si mesma implica numa função de mediação e ministração (Mt 5.13-16);
3. A ELEIÇÃO NÃO NOS PROTEGE DO MUNDO, MAS NOS EXPÕE A ELE. Nesse caso a eleição envolve risco, sacrifício, auto-entrega e serviço. Muito diferente do pensamento popular sobre eleição, esta visão não envolve o eleito numa redoma de vidro, mas o lança no mundo para interagir com ele (Lc 9.23);
4. SER ELEITO LEVARÁ O CRISTÃO A SE PRONUNCIAR PUBLICAMENTE. O chamado vocacional e ministerial exige pública confissão, à vista de todos. A eleição é para Deus e também para o mundo. Para Deus, pois ele escolhe como quer, mas também para o mundo, pois é nele que o cristão confirma o seu chamado.
5. SOMOS ESCOLHIDOS PARA SERVIR SEM BARGANHAS COM O MUNDO. Somos uma geração eleita para que? A eleição reafirmará o serviço despretensioso do Novo Israel, a Igreja (2ª Pe 1.3-12). Não há barganhas com o mundo e sim serviço devotado em todas as áreas da vida humana. Esse serviço enfocará a glória de Deus e a evangelização do mundo. O serviço deve ser em todas as áreas e de todas as maneiras. (I Coríntios 9.19-27)
6. OLHE PARA UM ELEITO DE DEUS, ELE ESTARÁ SERVINDO. Certamente ele não estará de braços cruzados. Portanto o testemunho da igreja está intimamente ligado com a doutrina da eleição. Ora se quisermos ver um eleito de Deus, ele estará servindo focado em um determinado ministério, em sua vida comum, em prol da expansão do Reino de Deus.