segunda-feira, 8 de março de 2010

MARIA, MARIA....

No dia internacional da Mulher, lembro-me de Maria, a mulher das mulheres, e fico pensando porque a I.E. (igreja evangélica) nunca deu lugar a esta mulher em plenitude. Será a antiga "guerrinha" contra a igreja romana, ainda? É mais fácil encontrar compôsições de hinos e cânticos sobre Barnabé e outros homens da Bíblia do que sobre a mãe de nosso Salvador. A I.E. critica loucamente a idolatria da igreja romana porém revela indiretamente que possui seus ídolos também (sem contar a "antropolatria" de seus líderes). Está escrito em Lucas 1,38: «Disse então Maria: 'Eis aqui a serva do Senhor: cumpra-se em mim segundo a tua palavra'». No versículo 37 está escrito: «E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador». Maria é o mais belo exemplo do amor a Deus. Nenhum homem poderia espelhar melhor a graça divina senão Maria. O amor de Maria é o amor que faz cumprir a gloriosa palavra de Deus em sua vida. Todo esse amor está imbuído de gratidão, alegria, pureza, submissão e sofrimento. Essa manifestação do amor por Deus nos mostra ainda mais claramente a ilusão, o engano, o valor passageiro de tudo que parece ser bom neste mundo. A revelação desse poderoso amor é a arma que «dissipa os soberbos no pensamento de seus corações. Depõe dos tronos os poderosos, e eleva os humildes. Enche de bens os famintos, e despede vazios os ricos». (Lc 1, 51-53).
Precisamos voltar nossos olhos a Maria, pois embora a religiosidade evangélica se afirme não-preconceituosa, ainda mantém o preconceito contra a mulher, todas as vezes que não fala, não retrata e não valoriza esta mãe e filha de Deus, o paradigma do amor divino.
Kyrie Eleison.