domingo, 14 de novembro de 2010

A missio Dei por meio de um “Menino”

Mateus 2: 1-23
A missão de Deus continua no mundo. Neste trecho do estudo, vemos os registros da revelação por meio de paradoxos. A relação de Deus com os homens se dá por meio de situações não-convencionais ou “incoerentes” ao olhar humano. O texto básico indica o nascimento do Messias e ao mesmo tempo o Filho do Altíssimo. No Antigo Testamento vemos muitos relatos a esse respeito, como por exemplo as muitas profecias de Isaias: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz (Is 9.6). Deus marca sua revelação por meio de um menino. Também encontramos a declaração: “Morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará; e o bezerro, e o leão novo e o animal cevado viverão juntos; e um menino pequeno os conduzirá” (Is 11:6). Deus revela seu poder e sua soberania por meio do “Menino” que governa, que é príncipe, que tem tudo em suas mãos. Estas afirmações nada mais são do que oferecer à humanidade a visão de que o Reino de Deus não se faria na terra por meio da força e da militância, mas por meio da graça e da misericórdia.
Assim em Mateus 2 temos as seguintes lições sobre a missão de Deus:
1. A visita dos magos ao Menino-Rei. A chegada dos Magos do Oriente a Jerusalém confirma as inúmeras profecias sobre os povos estranhos que vem adorar a Deus, depondo o sistema vigente na pessoa de Herodes e demonstrando que a força do Todo-Poderoso se faz por meio da simplicidade e da humildade.
2. O Deus Todo-Poderoso que se revela em um Menino. Para a mente humana é inconcebível que o Deus Elohim, criador de tudo e de todos, agora está encarnado em um ser humano. A prova maior do amor de Deus a humanidade é a prova de sua encarnação. O Deus que ama é o Deus que se faz gente, habita entre nós e podemos ver a sua glória por meio da sua graça (Jo 1.14).
3. A fragilidade do Menino-Deus diante do sistema maligno e a providência divina sustentadora. Embora Herodes desejava afogar o reinado do Messias, decretando a morte de centenas de crianças inocentes, o Todo-Poderoso permite que seu Filho busque refúgio por entre os povos pagãos. Jesus, Maria e José são levados ao Egito a fim de que seus desígnios sejam cumpridos, ademais de toda a crueldade dos homens.
4. A Galiléia será o palco inicial da história do Menino. Por meio da providência divina, a família de Jesus se instala na Galiléia, desde já profetizado por Isaias: “mas nos últimos tempos fará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos gentios” (Is 9.1). A região mais desprezada da Palestina, o lugar mais deplorável e miserável será o lugar da morada do Deus-Homem. Ao encarnar, Jesus Cristo não passará sua vida em Jerusalém, lugar da opulência e da riqueza, mas morará entre os desfavorecidos e estigmatizados do mundo de então.
Conclusão: Portanto, vemos que a Missão da igreja encontra um modelo. O modelo é encontrado na pessoa de Cristo. A proposta de Deus é a nova criação. Esta nova criação somente é alcançada por meio da encarnação. A encarnação é o ato da graça de Deus para a consecução do plano missionário. “Uma visão da missão de Deus correta só pode se fundamentar a partir da plena e autêntica “humanização” de nossa vida. Com Cristo se inaugura a Nova Criação”.
A encarnação foi o ponto central na missão de Deus e não o pode ser menos na nossa. “Uma missão à maneira de Jesus tem que ser encarnada, de presença real, ativa, dolorosa e transformadora em meio ao mundo e à história”. A igreja é chamada para estar no mundo, encarnada nele, participando dele, rompendo as barreiras culturais, geográficas, políticas, religiosas e lingüísticas a fim de refletir a missão do Filho.
A encarnação de Cristo é o modelo-mor para a missão da igreja. Ao abrir mão de seu status, dos seus direitos e de sua glória, Cristo é encontrado em forma de escravo (doulos), encarnando-se em figura humana, tomando a determinação da obediência e cumprindo a vontade do Pai, morrendo por meio da cruz (Fp 2.5-11).
A igreja não pode se alienar da sociedade, mas entregar-se incondicionalmente em atos, gestos, palavras, solidariedade e amor as pessoas. “A igreja existe para manifestar em sua própria vida, a unidade entre Cristo e o Pai, para que os homens saibam que ele procede do Pai”. (Jo 13.34; 17.21,23).

2 comentários:

Enock Correia disse...

gostei do seu comentário sobre a missão de cristo - do nascimento a sua ascenção e glória- que foi a melhor e mais bela história que a humanidade já ouviu falar. quero indicar a um site para divulgação do seu blog à um milhão de pessoas sem custo algum e vai ser bom para publicares teu textop e um monte de gente lêr. http://www.1milhaodevisitas.com/?aff=2390

Simples Aprendiz disse...

Fascinante.