segunda-feira, 4 de outubro de 2010

OS PACTOS, A MISSÃO E A IGREJA

ELEITOS PARA O SERVIÇO
O chamado de ser bênção para todas as famílias da terra, concedida a Abraão (Gn 12.1-3) e a sua posteridade, é confirmada em Isaque (Gn 26.1-6) e mais uma vez repetida para com seu neto Jacó (Gn 28.10-14). Mas essa aliança confirmada com os Patriarcas se consolida para com os filhos de Israel (Jacó), não como família, mas como uma nação. É na peregrinação do deserto, antes do povo receber as leis sociais, cerimoniais e litúrgicas, Deus mais uma vez repete os mesmos princípios agora de forma mais desenvolvida como se vê em (Ex 19.1-6).
A aliança no Sinai seria a base contínua do relacionamento de Israel com Javé e também a conseqüência da sua eleição como povo. Esta Aliança precisava ser renovada a cada geração, pois a mesma era condiciona a uma vida de obediência. Em Êxodo 19, mais uma vez Deus fala a Moisés reafirmando a Graça sobre a nação desde quando o povo é libertado do cativeiro egípcio: “... tendes visto o que vos fiz.... e vos cheguei a mim...” (Ex 19.4). Vinculada a esta Graça está a Aliança do povo para com o Senhor. A Palavra era a base desta aliança “....agora pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança”. O termo usado para guardar é melhor traduzido por cumprir. Isso traz a idéia de obediência. A obediência à Palavra de Deus traria à nação condições e características dadas somente ao povo israelita: “...então sereis minha Propriedade Peculiar, um Reino de Sacerdotes e uma Nação Santa.”
Aqui reside o primeiro chamado oficial de Israel como Reino Sacerdotal. Uma nação que é eleita para estar no meio das nações pagãs e a partir daí ser bênção aos povos pela Obediência a Javé, pela Palavra de Deus, anelando a santidade de vida que é inerente ao ser de Deus mas também comunicada a Israel para ser espelho da glória de Deus. Aí temos a primeira forma de missão: a Missão centrípeta de Israel. Isto é, a nação de Israel não sairia para testemunhar, e sim os povos pagãos é que viriam procurar Deus onde? Em Israel.
1. SOMOS SEPARADOS PARA SERVIR. Assim compreendemos que o termo “ser santo”, não expressa favoritismo, nem particularismo da parte de Deus, mas implica em que alguém é separado para servir (I Pe 2.9); Não há santidade sem uma finalidade.
2. DEUS QUER A SUA IGREJA NO MUNDO E NÃO FORA DELE. A igreja, assim como Israel deve ter como maior propósito além de glorificar a Deus, ser o Reino de Sacerdotes no meio da sociedade em cada geração. Essa compreensão sobre si mesma implica numa função de mediação e ministração (Mt 5.13-16);
3. A ELEIÇÃO NÃO NOS PROTEGE DO MUNDO, MAS NOS EXPÕE A ELE. Nesse caso a eleição envolve risco, sacrifício, auto-entrega e serviço. Muito diferente do pensamento popular sobre eleição, esta visão não envolve o eleito numa redoma de vidro, mas o lança no mundo para interagir com ele (Lc 9.23);
4. SER ELEITO LEVARÁ O CRISTÃO A SE PRONUNCIAR PUBLICAMENTE. O chamado vocacional e ministerial exige pública confissão, à vista de todos. A eleição é para Deus e também para o mundo. Para Deus, pois ele escolhe como quer, mas também para o mundo, pois é nele que o cristão confirma o seu chamado.
5. SOMOS ESCOLHIDOS PARA SERVIR SEM BARGANHAS COM O MUNDO. Somos uma geração eleita para que? A eleição reafirmará o serviço despretensioso do Novo Israel, a Igreja (2ª Pe 1.3-12). Não há barganhas com o mundo e sim serviço devotado em todas as áreas da vida humana. Esse serviço enfocará a glória de Deus e a evangelização do mundo. O serviço deve ser em todas as áreas e de todas as maneiras. (I Coríntios 9.19-27)
6. OLHE PARA UM ELEITO DE DEUS, ELE ESTARÁ SERVINDO. Certamente ele não estará de braços cruzados. Portanto o testemunho da igreja está intimamente ligado com a doutrina da eleição. Ora se quisermos ver um eleito de Deus, ele estará servindo focado em um determinado ministério, em sua vida comum, em prol da expansão do Reino de Deus.

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