quarta-feira, 28 de julho de 2010

Liderança Saudável ou Doentia?

“Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus” 3ª. João 1.11. Uma liderança é caracterizada por palavras e atitudes. Todos nós manifestamos algum tipo de liderança. Seja em casa, no trabalho, na escola, na política secular ou na igreja. A liderança também possui estilos próprios e também motivações ou razões próprias. Quando falamos de liderança em comunidades cristãs, nos cansamos de ver homens e mulheres que nem sempre imprimem sua liderança pelo amor e sim pelo terror. O Novo Testamento nos relata a história de dois líderes ainda no final da vida do apóstolo João. O apóstolo escrevia a seu amigo e discípulo Gaio e se preocupava tanto com “Diótrefes” quanto com “Demétrio”.

Diótrefes gostava de ter a primazia diante das pessoas, tratava seus superiores cristãos com desrespeito e falava palavras maliciosas contra eles e por fim não acolhia as pessoas, pelo contrário, com seu estilo de líder opressor e egoísta, acabava por exercer uma liderança doentia e imprimia o medo nos outros.
Já Demétrio, o apóstolo chega a mencionar sua vida, palavras e ações num conjunto, afirmando que a “própria verdade testemunhava a favor dele”. Tudo indica que Demétrio exercia sua liderança pelo amor e não pelo terror.

Quando não lideramos por amor, acabamos desejando o que Lúcifer desejou: a proeminência. Assim como Diótrefes, hoje ainda temos muitos como este em nosso meio porque apenas desejam ter a primazia sobre pessoas e não se oferecem a eles, servindo-os através de seus dons e ministérios.

A igreja de Cristo sempre teve que enfrentar os líderes que desejavam aparecer no lugar do Senhor e sempre foram e ainda continuarão sendo precipitados para longe dEle como Lúcifer o foi.

O apóstolo Paulo fala de minitros não com a conotação de líderes que são servidos, mas de pessoas que servem e entendem que o propósito último de suas vidas é doarem-se pelos outros como foi a vida Cristo enquanto esteve aqui entre nós.

Os ministros, presbíteros ou diáconos são vistos como “mordomos” ou
“administradores” do que foi confiado a eles. Os ministérios jamais podem ser personalistas. Estes foram confiados por seu Senhor para que eles exerçam até o fim de suas vidas ou até quando o seu Senhor quiser. Eles são vistos como “despenseiros” porque dispensam e administram bens materiais e espirituais, trabalham com questões visíveis e invisíveis. E acima de tudo terão que prestar contas de tudo o que foi confiado a eles.

Assim, no tempo de hoje deveríamos ter menos líderes na concepção literal da palavra. O fato é que temos muitos ministros por causa de um “diploma” e devido a ansiosa busca por títulos. A “Simonia” que era a compra de cargos eclesiásticos ainda impera não pelo dinheiro, mas pela cobiça da proeminência. Deveríamos compreender que os que servem como líderes, o julgamento deles será duplicado (Tiago 3.1). É bom lembrar que há demanda e custo. O bônus não virá enquanto servimos aqui e sim depois da doação, da renúncia, da entrega e da oferta da própria vida como fizeram tantos apóstolos e discípulos durante toda a história da Cristandade.

Para isso, necessitamos fazer separação entre líderes que geram saúde e os que geram doença, os que produzem opressão e os que promovem libertação. Que voltemos nossos corações e nossos olhos aos "Demétrios" e extirpemos o espírito de "Diótrefes", pois cada um receberá de Cristo o que tiver feito por meio de sua vida.

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