sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

JESUS CRISTO E O JESUS ANUNCIADO POR AÍ

Jesus não pregou a vinda do Reino com armas nas mãos. Jesus não causou feridas, mas curou feridas. Jesus não decretou a luta de classes, nem a guerra santa em nome de qualquer tipo de libertação. Jesus não quis dominar, mas servir. Jesus recusou todo tipo de poder, a demagogia, a violência, a manipulação de pessoas, a força, a coação. Jesus não se comprometeu com nenhum grupo, partido político ou religioso. Jesus vem a ser um revolucionário no sentido verdadeiro e radical da palavra. Por seu modo de pensar, falar e agir. A maneira de ser de Jesus renova e transforma a pessoa de dentro para fora, remove a revolução por motivações políticas, econômicas, sociais, culturais religiosas, profundamente injustas, opressivas e desumanas.

Jesus promove a verdadeira religião contra qualquer sistema pseudo-religioso que produza discípulos em série, que envolva o domínio do marketing da fé consumista, enquanto refreie a possibilidade das pessoas pensarem livremente. A revolução que Jesus realiza vai confrontar um sistema opressivo e não libertador que instigue relações de simbiose entre pessoas. Jesus profetiza contra a concorrência denominacionalista evangélica que prega um messianismo pessoal e interesseiro.

Jesus veio para romper com tudo isso. Jesus veio mostrar que o ser humano somente pode se entender “humano” quando se somente quando resigna-se com a graça de Deus. Jesus Cristo vai confrontar o cristianismo consumista pois não lhe pede nada, não lhe imprime nada, não negocia nada, apenas mostra que, seja o que for e como for, o amor de Deus é plural, é a-paradigmático, é inextinguível, é anti-segregacional, é a-religioso, é a-temporal.

Jesus revela na cruz que Ele ama a quem quer, como quer, do jeito que quer, quando quer (Ele quer sempre). Jesus vem mostrar que embora todas as estruturas religiosas de poder possam “eliminar” faltosos e "pecadores", ele continuará acolhendo, para ir transformando e convertendo o desumano para se tornar como Ele, humano de corpo e alma, amando e sendo amado, sem eliminar, excluir, sem descartar, sem consumir. Por isso Jesus é um revolucionário. Esse é o verdadeiro Jesus e não o caracturado por tantos púlpitos nefastos e diabólicos que mancham e desfiguram a mensagem da cruz.
Rev. Luiz Augusto C. Bueno
Jardim São Paulo, carnaval de 2010

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