terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Que Jesus é Este?

Jesus não pregou a vinda do Reino com armas nas mãos. Jesus não causou feridas, mas curou feridas. Jesus não decretou a luta de classes, nem a guerra santa em nome de qualquer tipo de libertação. Jesus não quis dominar mas servir. Jesus recusou todo tipo de poder, a demagogia, a violência, a manipulação de pessoas, a força, a coação. Jesus não se comprometeu com nenhum grupo, partido político ou religioso. Jesus vem a ser um revolucionário no sentido verdadeiro e radical da palavra.
Por seu modo de pensar, falar e agir. A maneira de ser de Jesus renova e transforma a pessoa de dentro para fora, remove raízes políticas, econômicas, sociais, culturais religiosas, profundamente injustas, opressivas e desumanas. Sim, a religião também é opressão quando produz discipulos em série, envolve o domínio do marketing consumista, refreando a possibilidade das pessoas pensarem livremente. A religião é opressiva quando cria uma relação de simbiose entre irmãos, quando
produz concorrência denominacionalista, quando produz um messianismo pessoal do deus para si mesmo. Jesus veio para romper com tudo isso. Jesus veio mostrar que não há um ser humano que pense que pode, se não encontrando-se com a graça de Deus, que não lhe pede nada, não lhe imprime nada, não negocia nada, apenas mostra que, seja o que for, como for, o amor de Deus é plural, é a-paradigmático, é inextinguível, é anti-segregacional, é a-religioso, é a-temporal. Que ama a quem quer, como quer, do jeito que quer, quando quer e ele quer sempre. Jesus vem mostrar que embora todas as estruturas religiosas de poder possam eliminar faltosos e "pecadores", ele continuará acolhendo, para ir transformando e convertendo o desumano para se tornar como ele, divino e humano de corpo e alma, amando e sendo amado, sem eliminar,
excluir, sem descartar, sem consumir. Por isso Jesus revoluciona. Esse é Jesus e não o caracturado por tantos púlpitos nefastos que mancham e desfiguram a mensagem da cruz.

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