quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

CRESCIMENTO DE IGREJA? QUE IGREJA?

Quero mais uma vez reiterar minha visão de que esta filosofia de crescimento nada mais é do que uma visão de "mercado" que a igreja cristã ocidental adotou, fruto do estilo empreendedorista e armamentista. Nada mais é do que a ação demoníaca do proselitismo e do preconceito religioso. É iniludível como a igreja (e digo, todas) está atrás de dinheiro e não de almas, de investimento e meio-de-vida e não de amor e oração intensa. Temos que aprender a extirpar este espírito consumista e antropofágico. Fazer discipulos nunca foi sinônimo de crescimento. Jesus nunca mandou que se fizesse técnicas e métodos de Crescimento de Igreja. Apenas que vivenciássemos sua máximas de vida com todos que convivem conosco. Conversão se tornou um ato, um click, um estalar de dedos, e não uma caminhada a longo prazo na humildade. Se tornou um processo como adquirir um diploma, ou um titulo. Quem deve fazer alguma igreja crescer é o Espírito Santo. Se pusermos nossas técnicas de evangelização em ação, nada mais fazemos do que manipular as chamadas "conversões" em massa. Pessoas que se dobram a uma instituição e aos líderes dela, mas que não se dobram ao Espírito Santo. Uma igreja que não sabe se dobrar a Deus, buscando converter-se de sua vaidade e arrogância, que se acha detentora da verdade e não da humildade em todos os sentidos. Uma missiologia messianista. Crescimento de igreja, nada mais é, hoje, do que sinônimo de falta de amor em detrimento do acúmulo de bens de determinadas igrejas. A igreja precisa humilhar-se e reconhecer sua arrogância e sua vaidade. Precisa ser pobre de fato e distribuir suas fazendas e seus imóveis, porque como diz São Joâo da Cruz, pai do deserto: "Toda posse é contra a Esperança".

Nenhum comentário: