quarta-feira, 28 de maio de 2008

TEOLOGIA DA PROSPERIDADE, O ENSINO DIABÓLICO DENTRO DA IGREJA

A sensibilidade dos cristãos, a cada dia diminui. Basta pensar na rigidez e na austeridade com que os apóstolos tratavam o assim chamado "ensino de demônios". Tal atitude não era de complacência e sim de dureza. Esse ensino se dissiminava nas comunidades cristãs do primeiro século como o gnosticismo e o movimento judaizante, mas que hoje se transparece mais nitidamente por meio da confissão positiva e da prosperidade. Os cristãos, especialmente os líderes religiosos acabam sendo muito complacentes com este ensino que mesmo nas comunidades de denominações conhecidas por históricas, vai entrando sorrateiramente e sendo acolhido pela grande maioria de cristãos, até mesmo sinceros.

Digo sem dúvida que Satanás tem feito um grande estrago nos meios evangélicos e a mensagem que deveria ser ressoada dos púlpitos sobre o evangelho do sofrimento e suas demandas para com o Reino de Deus, está sendo mudado pela mensagem de auto-ajuda e da prospoeridade. Logo assim, não é o evangelho de Cristo, o Senhor, que se fez pobre e obedeceu ao Pai pelas circunstâncias do sofrimento que está sendo pregado, mas sim o ensino de demônios que dominicalmente os "pregadores" tem sido instrumentos de Satanás para tal feito.

É impossível ser complacente com um ensino demoníaco. É necessário extirpá-lo pois é um câncer que vai corroendo não somente a alma, mas sobretudo a natureza da igreja de Cristo. Porque não fazer frente a isso? É obvio, para lutar contra este conceito, será necessário pregar contra o consumismo que é a filosofia de vida do ocidente que se torna o lastro deste. E se o consumismo é assim, como extirpá-lo, se a própria mensagem da igreja de hoje é o consumo da fé e da egolatria de seus próprios líderes?

Mas vale a pena ouvir as Escrituras:

Tiago 5.10: Irmãos, tomai como exemplo de sofrimento e paciência os profetas que falaram em nome do Senhor.

2Co 6:1-10: E nós, cooperando com ele, também vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão; (porque diz: No tempo aceitável te escutei e no dia da salvação te socorri; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação); não dando nós nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado; antes em tudo recomendando-nos como ministros de Deus; em muita perseverança, em aflições, em necessidades, em angústias, em açoites, em prisões, em tumultos, em trabalhos, em vigílias, em jejuns, na pureza, na ciência, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça à direita e à esquerda, por honra e por desonra, por má fama e por boa fama; como enganadores, porém verdadeiros; como desconhecidos, porém bem conhecidos; como quem morre, e eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; como entristecidos, mas sempre nos alegrando; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, mas possuindo tudo.

Kyrie eleison.

domingo, 11 de maio de 2008

Conversão e missão: Refletindo um pouco...

Não há como anunciar sem conhecer a mensagem de Cristo. O que me chama a atenção neste últimos tempos é de que a dissertação sobre conversão parece ser muito simplista. É óbvio que se necessita conhecer para anunciar. Discordo que o conhecimento de Deus seja algo estático, estagnado, como dando uma idéia de conversão como ato. Na verdade, embora afirmem os pregadores que se conhece a Deus pela experiência, na qual concordo com os mesmos, este ato não é algo isolado porque ninguém neste mundo pode conhecer plenamente a Deus e profundamente através de uma decisão, de um encontro (eventos que nada mais são do que ferramentas que a filosofia empresarial de igrejas usa para conseguir prosélitos), pelo contrário, conhecer a Cristo é um labor que envolve a vida inteira. Enganam-se os evangélicos que o anúncio é consequência automática do conhecimento. O anúncio é a tentativa mesmo translúcida de dizer que se está conseguindo enxergar a Deus, no meio de nosso "glaucoma" espiritual.
Outras idéias que colocam os pregadores atuais é sobre visões e comissões missionárias, que ao meu ver ainda são visões simplórias e literalmente populares. Falam de que o evangelho precisa ser pregado nas "Jerusaléns" e até aos "confins da terra", etc. A situação atual do mundo de hoje, revela que não há mais fronteiras a atravessar, não mais uma "Jerusalém", ou "Judéia" metafóricamente falando. O mundo se globalizou, e com isso termos como "estrangeiro" caiu em desuso. A globalização sepultou o termo. Todos somos gentios, estrangeiros, ou melhor "iguais", porque o mundo globalizado tornou confins da terra qualquer pessoa que ainda não teve nenhum encontro místico com o verdadeiro Cristo.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Por que ir a Igreja?

Recebi um email que contava esta estoriazinha e resolvi refletir sobre ela. Leia-a e depois fiz um pequeno comentário: "Um freqüentador de Igreja escreveu para o editor de um jornal e reclamou quenão fazia sentido ir à Igreja todos os domingos.' - Eu tenho ido à Igreja por 30 anos ', ele escreveu, ' e durante estetempo eu ouvi uns 3.000 sermões. Mas por minha vida, eu não consigo lembrarnenhum deles... Assim, eu penso que estou perdendo meu tempo e pregadoresestão desperdiçando o tempo deles pregando sermões!...'Esta carta iniciou uma grande controvérsia na coluna 'Cartas ao Editor',para prazer do Editor e Chefe do jornal. Isto foi por semanas, recebendo epublicando cartas no assunto, até que alguém escreveu este argumento:' - Eu estou casado já há 30 anos. Durante este tempo minha esposa deve tercozinhado umas 32.000 refeições. Mas, por minha vida, eu não consigo melembrar do cardápio de nenhuma destas 32.000 refeições. Mas de uma coisa eusei ... Todas elas me nutriram e me deram a força que eu precisava parafazer o meu trabalho. Se minha esposa não tivesse me dado estas refeições,eu estaria hoje fisicamente morto. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido àIgreja para alimentar minha fome espiritual, eu estaria hoje morto espiritualmente."
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Esta estória é interessante, mas não convence. Há inúmeros pastores e membros de igrejas que vão a igreja por ir. Outros vão para ouvir pregadores. E outros vão por uma série de motivos. A igreja no decorrer de sua história extirpou o sacramento tornando-o apenas um memorial. O que alimenta as vidas, é o sacramento e não o pregador ou a sua mensagem que na verdade não é divina. O sacramento sim, esse alimenta a alma por que tem nele o mistério da presença real de Cristo. Hoje muita gente, mais do que antigamente, tornou-se um consumidor do culto, e perdeu a noção de que culto é serviço. Há uma enormidade de "igrejas" ou "templos" erigidos para que pessoas se sintam mais confortáveis fisicamente. O culto ou liturgia perdeu aquela nuance de que se está ali para um serviço e muitos antes de entrarem numa igreja perguntam: Quem vai pregar hoje? Isso porque, elas desejam um culto que seja agradável a elas ou venha a suprir determinadas carências. O sacramento perdeu sua centralidade porque a Reforma Religiosa e depois mais recentemente, o movimento evangelicalista exploraram a Pregação como oratória e eloqüência e abandonaram o sinal visível da Graça invisível. Há muitos pregadores e pastores que sequer têm a noção bíblica de que a Ceia do Senhor seja um Sacramento. Somos mais parecidos com Zwinglio ou Meno Simons que determinava aos seus fiéis que a Ceia nada mais era do que uma ordenança.
Precisamos rogar a Deus: Kyrie Eléison.