segunda-feira, 5 de maio de 2008

Por que ir a Igreja?

Recebi um email que contava esta estoriazinha e resolvi refletir sobre ela. Leia-a e depois fiz um pequeno comentário: "Um freqüentador de Igreja escreveu para o editor de um jornal e reclamou quenão fazia sentido ir à Igreja todos os domingos.' - Eu tenho ido à Igreja por 30 anos ', ele escreveu, ' e durante estetempo eu ouvi uns 3.000 sermões. Mas por minha vida, eu não consigo lembrarnenhum deles... Assim, eu penso que estou perdendo meu tempo e pregadoresestão desperdiçando o tempo deles pregando sermões!...'Esta carta iniciou uma grande controvérsia na coluna 'Cartas ao Editor',para prazer do Editor e Chefe do jornal. Isto foi por semanas, recebendo epublicando cartas no assunto, até que alguém escreveu este argumento:' - Eu estou casado já há 30 anos. Durante este tempo minha esposa deve tercozinhado umas 32.000 refeições. Mas, por minha vida, eu não consigo melembrar do cardápio de nenhuma destas 32.000 refeições. Mas de uma coisa eusei ... Todas elas me nutriram e me deram a força que eu precisava parafazer o meu trabalho. Se minha esposa não tivesse me dado estas refeições,eu estaria hoje fisicamente morto. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido àIgreja para alimentar minha fome espiritual, eu estaria hoje morto espiritualmente."
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Esta estória é interessante, mas não convence. Há inúmeros pastores e membros de igrejas que vão a igreja por ir. Outros vão para ouvir pregadores. E outros vão por uma série de motivos. A igreja no decorrer de sua história extirpou o sacramento tornando-o apenas um memorial. O que alimenta as vidas, é o sacramento e não o pregador ou a sua mensagem que na verdade não é divina. O sacramento sim, esse alimenta a alma por que tem nele o mistério da presença real de Cristo. Hoje muita gente, mais do que antigamente, tornou-se um consumidor do culto, e perdeu a noção de que culto é serviço. Há uma enormidade de "igrejas" ou "templos" erigidos para que pessoas se sintam mais confortáveis fisicamente. O culto ou liturgia perdeu aquela nuance de que se está ali para um serviço e muitos antes de entrarem numa igreja perguntam: Quem vai pregar hoje? Isso porque, elas desejam um culto que seja agradável a elas ou venha a suprir determinadas carências. O sacramento perdeu sua centralidade porque a Reforma Religiosa e depois mais recentemente, o movimento evangelicalista exploraram a Pregação como oratória e eloqüência e abandonaram o sinal visível da Graça invisível. Há muitos pregadores e pastores que sequer têm a noção bíblica de que a Ceia do Senhor seja um Sacramento. Somos mais parecidos com Zwinglio ou Meno Simons que determinava aos seus fiéis que a Ceia nada mais era do que uma ordenança.
Precisamos rogar a Deus: Kyrie Eléison.

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