domingo, 11 de maio de 2008

Conversão e missão: Refletindo um pouco...

Não há como anunciar sem conhecer a mensagem de Cristo. O que me chama a atenção neste últimos tempos é de que a dissertação sobre conversão parece ser muito simplista. É óbvio que se necessita conhecer para anunciar. Discordo que o conhecimento de Deus seja algo estático, estagnado, como dando uma idéia de conversão como ato. Na verdade, embora afirmem os pregadores que se conhece a Deus pela experiência, na qual concordo com os mesmos, este ato não é algo isolado porque ninguém neste mundo pode conhecer plenamente a Deus e profundamente através de uma decisão, de um encontro (eventos que nada mais são do que ferramentas que a filosofia empresarial de igrejas usa para conseguir prosélitos), pelo contrário, conhecer a Cristo é um labor que envolve a vida inteira. Enganam-se os evangélicos que o anúncio é consequência automática do conhecimento. O anúncio é a tentativa mesmo translúcida de dizer que se está conseguindo enxergar a Deus, no meio de nosso "glaucoma" espiritual.
Outras idéias que colocam os pregadores atuais é sobre visões e comissões missionárias, que ao meu ver ainda são visões simplórias e literalmente populares. Falam de que o evangelho precisa ser pregado nas "Jerusaléns" e até aos "confins da terra", etc. A situação atual do mundo de hoje, revela que não há mais fronteiras a atravessar, não mais uma "Jerusalém", ou "Judéia" metafóricamente falando. O mundo se globalizou, e com isso termos como "estrangeiro" caiu em desuso. A globalização sepultou o termo. Todos somos gentios, estrangeiros, ou melhor "iguais", porque o mundo globalizado tornou confins da terra qualquer pessoa que ainda não teve nenhum encontro místico com o verdadeiro Cristo.

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