sábado, 19 de abril de 2008

ASSOMBRO...

É impressionante mas tenho que admitir: Somos todos muito precipitados para rotular pessoas por aquilo que vemos nelas ou ouvimos delas. Geralmente este rótulo vem com determidados julgamentos pré-concebidos e ou preconceituosos. Num mundo, ser cristão não é mais suficiente, hoje se rotula o cristão pelos níveis de temperatura espiritual mensurados pelas coisas mais absurdas. É pela igreja que frequenta, pela vestimenta que usa, pelos chavões que fala, pela sua pontualidade, assiduidade nas atividades de sua comunidade. A sensibillidade anda tão diluída, que a confusão é tão grande que perdemos a noção daquilo que é essencial e do que é dispensável. Invertem-se os pólos e o que é essencial já não é mais essencial. A luta pela simplicidade cristã ficou de lado. Não buscamos mais a Deus pelo que Deus é e sim pelo que Deus faz, e se ele não faz, o fazemos fazer. "Pôxa", dizemos, "ele é ou não é Deus"? Quando não vemos estes extremos, observamos outros extremos, que não querendo compreender o mundo ao nosso redor, com uma consciência fatalista e um espírito fundamentalista, usamos da confissão de fé que adotamos como um tipo de escudo para admitirmos para nós mesmos que "o mundo não tem mais jeito mesmo. O melhor que temos a fazer é criarmos os nossos guetos evangélicos, transparecendo-nos mais como "ETs" do que com Jesus quando viveu no meio do mundo". Este tipo de filosofia de vida é tipico dos que desejam reviver tempos passados de glória e de sucesso em meio de contextos e gerações totalmente distintos como é nosso tempo. Em meio a tudo isso, perdemos a visão da unidade da fé e do corpo de Cristo e queremos transformá-la na uniformidade dos pensamentos. Jesus jamais orou por uniformidade, ele clamou pela unidade, para que seus discípulos tomassem o modelo do amor entre as personalidades da Trindade Santíssima. É aí que eu quero saber. Até que ponto somos igreja de Cristo, se não conseguimos conviver com as diferenças entre nós? Ou começamos a clamar por uma reforma viva na vida cristã, ou enterramos o que é de mais lindo e belo na igreja de Cristo que é diversidade na unidade. Ou deixamos Deus julgar ou nos revelaremos os anticristos que Jesus e os apóstolos preveram no primeiro século.

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