sexta-feira, 25 de maio de 2012

NÃO HÁ MAIS CÂNCER




Amigos,

falei com Marília, nossa irmã e amiga que acompanha Ivanir diariamente no Hospital Samaritano. Ivanir, hoje fez um petscan, exame para detectar se há ainda células cancerígenas em seu corpo. E para a glória de Deus e a alegria de nossos corações, Ivanir está curada do câncer. Chore de alegria por que estou chorando aqui. Louve a Deus, Senhor da vida e dono de tudo e de todos. 

E faça comigo esta oração: Óh Senhor, Em todo o tempo e em toda a hora, no céu e sobre a terra, Tu és adorado e glorificado, ó Cristo nosso Deus; lento para a cólera, compassivo e rico em piedade; amas os justos e perdoa aos pecadores. Chamas todos os homens à Salvação para a promessa dos bens futuros, pois Tu és bendito pelos séculos dos séculos. Amém!

Agora Ivanir receberá as suas células-tronco e esperará um tempo para que elas se reproduzam. Louvamos a Deus por cada pessoa, que pode contribuir para que Ivanir recebesse esta benção de Deus.

Um grande e alegre abraço meu irmão e minha irmã.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

NOVAS DE IVANIR II


Queridos amigos,

Acabei de falar com Ivanir pelo Telefone. Foi emocionante. Ela está bem. Embora debilitada, mas muito esperançosa, pois o tratamento está chegando no final. Falamos por quase 10 minutos, nos emocionamos em ver a graça de Deus e o seu poder através das pessoas e das situações. Saiba que você foi  e é muito importante para que o tratamento e a cura plena do câncer possa acontecer.

Ivanir, pediu que agradecesse a todos vocês que estão orando por ela e pelo tratamento. Ela confessou que em momento algum tem deixado de sentir a presença de Cristo e dos anjos ao seu redor.

Ivanir amanhã passará pela sessão de reolocar as células-tronco. Continuemos a orar por ela e por este momento essencial para que em alguns dias o seu organismo comece a reproduzir as celulas sadias.

Nossa gratidão ao Espírito Santo e a você que continua ao nosso lado em espírito.

Ore por amanhã.


terça-feira, 22 de maio de 2012

24 ANOS DE MINISTÉRIO ORDENADO



Hoje, dou graças as Deus pelos 24 anos de Ministério Ordenado da Igreja. Deus tem sido misericordioso comigo e com minha família. Minha gratidão a você que ora pelo meu ministério.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

IVANIR VOANDO PARA O RIO - HOSPITAL SAMARITANO



Acabei de deixar Ivanir Baracho com seu filho Lucas Baracho no Aeroporto dos Guararapes no Recife. Ela estará fazendo uma conexão em Salvador e depois viajando até o Rio, onde dará entrada no Hospital Samaritano.

Estará iniciando o tratamento contra a leucemia e de onde, cremos sairá, para retornar ao Recife, curada. Queremos agradecer a todos aqueles que puderam doar para que este tratamento pudesse ser feito.

Ainda não conseguimos fechar o valor total, mas cremos que poderemos conseguir fechar o valor total. Se você puder doar ainda dá tempo.

Faça sua doação:

Banco do Brasil
Ag: 1833-3
C/C: 202233-8
Ivanir Verissimo de Lima Baracho

Por favor ore junto conosco. Amanhã começará o tratamento com poliquimioterapia. Oremos pela vida desta guerreira de Deus. Este tratamento deve durar pelo menos 7 dias.

Nossa gratidão,

Luiz Augusto, pr. de Ivanir

quinta-feira, 10 de maio de 2012

MULHER, MATRIMÔNIO E MATERNIDADE


  

A mulher sábia faz do seu lar um paraíso, mas a mulher tola, sozinha, estraga a vida de sua família. Provérbios 14.1

Em toda a humanidade a partir das grandes nações do mundo antigo, se perpetuou para as outras gerações da história o sistema patriarcal. A Bíblia foi escrita durante há quase 16 séculos, tendo como base este sistema. Então não é para menos que tenhamos hoje uma crise nos sistemas social-familiar-econômico e político da vida.

A sociedade e a religião ainda que queiram transmitir uma mensagem de Deus com "cara de macho”, não consegue se desvencilhar da importância da imagem feminina que exerce a mulher sobre todas as instituições. No caso da religião é pior, pois durante séculos a mesma tentou revelar um “deus-macho”, masculinizado e empobreceu a imagem de Deus no ser humano, dominando e oprimindo a mulher por gerações, tornando-a um mero objeto de uso, sedução e reprimindo a sua liderança natural. E ao invés de torná-la participante da vida como “uma-igual”, o homem usou todas as ferramentas disponíveis para subjugá-la e submetê-la, pois o mesmo devido ao medo da liderança feminina transformou a vida da mulher num cativeiro em todos os aspectos.

Há quem diga que o homem é o responsável pela edificação de sua família. Mas não é bem assim. A começar da criação, o homem jamais seria completo se a mulher não se fizesse presente. Quando Elohim decidiu criar o ser humano, Ele o fez de tal maneira que homem e mulher, juntos, unidos, comungados, seriam vistos como reflexo da “imagem de Deus”, nunca somente o homem. É a mulher que abre o ventre para dar à luz a vida. É a mulher que sustenta a família, pois sem ela o homem é um mero reprodutor. É a mulher que amamenta, alimentando o próprio homem, nutrindo a vida humana, pois sem o leite materno qualquer ser humano se tornaria mais suscetível às doenças de qualquer gênero. É a mulher que enfim, pode fazer acontecer a perpetuação da espécie.

A mulher é tão especial que até alguns dos que foram nascidos machos, desejam ser como ela, tentando reproduzir uma natureza que só a elas foi dado, o que na verdade, revela a essencialidade da liderança feminina sobre todos os outros seres.

Embora a Bíblia seja um livro patriarcalista, ela não deixa de revelar que sem a mulher o matrimônio não exsite. Digo matrimônio, pois o casamento como acordo temos muitos, mas matrimônios existem poucos. A palavra matrimônio vem da raiz da palavra “mater”, isto é mãe. Isso significa que o matrimônio somente existe se estiver fundamentado na figura feminina.

Hoje, a sociedade e a igreja precisam urgentemente repensar o lugar da mulher, pois Deus em sua infinita soberania está permitindo que as “pedras clamem”. E enquanto as instituições lutam pela manutenção do patriarcalismo, a mulher está dominando os altos escalões da vida, pela sua competência e sua natureza guerreira, algumas vezes motivada pela má compreensão da sua feminilidade, outras vezes por que sabem que são a essência da sociedade.

No caso da celula-mater, a família, não é o homem sábio que edifica a sua casa, mas sim a mulher. O contrário também é verdadeiro. A mulher insensata que não age de acordo com a vontade divina pode colocar tudo a perder, até a própria vida.

Neste dia que celebramos o dia das mães, que elas possam repensar a posição tão importante que Deus permitiu ocuparem. Que os homens sejam capazes e sábios para que dêem a elas a honra e o lugar que foi criado para as mesmas. Mulheres construam, mas não se esqueçam de construir com a sua feminilidade e doçura, pois Deus só comunicou a vocês o que é parte de Sua essência, a argamassa para levantar vidas, famílias, comunidades e nações.

Feliz dia das mães.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

LEVI, MEU GRANDE AMIGO!


Em homenagem por 10 anos da morte de Levi Accioly Lins
"Porque a ninguém tenho de igual sentimento que, sinceramente, cuide dos vossos interesses; ... e conheceis o seu caráter provado, pois serviu o evangelho, junto comigo. Por um lado, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas; e por outro lado, vosso mensageiro e vosso auxiliar nas nossas necessidades. Honrai sempre a homens como esse... visto que por causa da obra de Cristo, se dispôs a dar a própria vida, para suprir a vossa carência de socorro para comigo". Filipenses 2.20,22,25,29,30

Levi Accioly Lins foi educado e instruído na disciplina do Senhor. De uma família presbiteriana, seu pai foi um dos fundadores da Igreja Presbiteriana da Madalena. Sua mãe, fiel serva de Deus, encaminhou-o na vida cristã e na igreja.

Sua instrução cristã foi além de sua parentela. Amigo dos filhos de missionários fundadores das instituições presbiterianas de Pernambuco, morou por algum tempo com a família Arehart, fundadora do Instituto Bíblico do Norte, em Garanhuns, PE. 

Experimentou a bênção de estudar por alguns anos no histórico Colégio XV de novembro, e teve sua educação fundamentada no Colégio Agnes Erskine. Sua experiência com vários missionários americanos, foi parte integrante de sua educação.
Era o caçula dos irmãos e em certo momento de sua juventude, tomou a decisão do filho pródigo como conta-nos a parábola de Lucas 15. Deixou sua família no Recife e foi para o Rio de Janeiro "tentar a vida". Abandonou os ensinos cristãos e dissolutamente gastou sua vida entre a classe artística do Rio de Janeiro nas décadas de 60 e 70. Passou 20 anos, longe da fé, chegando a tornar-se um dos carnavalescos mais conhecidos em sua época, trabalhando diretamente na Escola de Samba Império Serrano.
Desenvolveu ali os talentos e habilidades que possuía, mas não era definitivamente feliz.
Sua felicidade, tornou-se plena e concreta, quando Deus o chamou na cidade do Rio de Janeiro, na Igreja Presbiteriana de Copacabana, passando ao lado da Igreja ouviu o cântico: "Meu coração transborda de amor... por que meu Deus é o Deus de amor"! Seu coração desabrochou e sua alma voltou-se para Cristo. Deus na sua infinita misericórdia e graça, soberanamente o chamara para voltar ao lar. E Levi embora vivendo em uma das coberturas dos edifícios na avenida Copacabana, rejeitou radicalmente sua maneira de viver e retornou para o Recife. Mas sua saúde nestes tempos já era débil, conseqüência do estilo de vida longe do Senhor.
Retornando ao Recife, com um câncer nas costas, Deus o curou, dando a segurança e garantia de sua graça em seu coração. A partir dali, devotou-se ao serviço de Cristo como membro da Igreja Presbiteriana da Madalena, foi acompanhado pelo seu pastor Rev. Edijéce Martins Ferreira e eleito diácono, onde serviu por longos anos. Sua eleição para presidente da Junta Diaconal, foi apenas o referendum de sua dedicação. Fosse na assistência social, fosse na ajuda para qualquer atividade extra igreja, estava lá, Levi, o fiel cristão e dedicado. Tal foi sua fidelidade ao trabalho de Deus, que ao completar 50 anos de fundação a Igreja Presbiteriana da Madalena, conferiu-lhe uma homenagem sincera e cheia de gratidão pelos serviços prestados e pelo fiel testemunho cristão ao longo dos anos. 

Ali, Levi pôde cursar e formar-se no Instituto Bíblico Samuel Falcão, extensão do Instituto Bíblico do Norte de Garanhuns e se concentrando especialmente no estudo do Antigo Testamento, se especializou, tendo instrução direta do missionário holandês Dr. Francisco Leonardo Schalkwijk. Seus estudos sobre o Tabernáculo, o levaram à várias igrejas e congregações com seu flanelógrafo e seus ensinos sobre a Soberania de Deus e a vida Cristã. Seu envolvimento no apoio e ajuda aos seminaristas do Seminário Presbiteriano do Norte, o tornou conhecido por muitos pastores que hoje estão espalhados pelo Brasil e pelo mundo.
Mas o seu serviço despretensioso, que marcara a vida da I.P. Madalena agora se expandia. Em 1995 chamado pelo então Diretor do IBN, Rev. Maely Ferreira Vilela, aceitou o convite para ser professor da área de Antigo Testamento onde perseverou na multiplicação de missionários e missionárias que hoje estão batalhando nos campos de todo Brasil.
Com a chegada de seu amigo e irmão, Rev. Luiz Augusto Corrêa Bueno para a direção do IBN em 1996, Levi desenvolveu não somente o ministério docente como também de coordenador geral do internato dos alunos. Seu carisma e sua dedicação aos alunos, bem como a experiência com os missionários americanos do passado o havia habilitado para ser líder ali. 

Mas esta função era apenas oficial, pois o ministério de Levi extrapolava o cumprir estes mandatos. Era o conselheiro, o pai, o irmão, o professor, o cozinheiro, o alfaiate, o administrador, o decorador, o pintor, o pedreiro, o evangelista, o missionário, o pastor, o defensor dos alunos, o fiel amigo de todas as horas.
Foi ao longo deste ministério no IBN, que hoje esta escola missionária se desenvolveu ainda mais. Com a chegada do administrador Diácono Wagner de Siqueira Felipe, Levi se dedicou fortemente ao trabalho de liderar o internato do IBN.
Mas sua saúde era extremamente fraca. No Natal de 2000, precisou fazer uma angioplastia. E no dia 3 de maio de 2002 foi internado em uma clínica em Garanhuns, e após um AVC, não conseguindo resistir a esta situação, Levi foi chamado à glória de Deus. Seu sepultamento se deu no dia 4 de maio, Domingo, no Cemitério Parque das Flores no Recife.
Levi Accioly Lins, marca a vida não somente da Igreja Presbiteriana do Brasil, mas também do Reino de Deus. Exemplo de vida, testemunho e dedicação ao ser humano, Levi foi instrumento de Deus para a formação vocacional de muitos que passaram pelo IBN em Garanhuns, e continuará na memória de todos aqueles que hoje estão pelos campos, a serviço do Senhor. Sua vida é motivo de rendermos toda glória e honra ao Senhor Jesus, que regenera, cuida, vocaciona e usa servos como Levi. A Deus toda glória e louvor.
Rev. Luiz Augusto Corrêa Bueno
ex-Diretor do Seminário Presbiteriano do Norte e ex-diretor do Instituto Bíblico do Norte amigo pessoal de Levi Accioly Lins

NOVAS SOBRE IVANIR


Irmãos e Amigos,
hoje estive com Ivanir, apesar de debilitada por causa da enfermidade, ela se mostra firme e motivada para o tratamento. Ela verificou que as ofertas começaram a chegar, porém ainda precisamos chegar aos R$ 10.000,00, pois sem este valor não terá como concluir o mesmo no Hospital Samaritano no Rio de Janeiro. Pelo mais uma vez, por favor vamos ajudar a Ivanir. Gastamos tanto com supérfluos, investimos tanto em nós mesmos. Se cada um pudesse doar pelo menos R$ 50,00, teríamos já nesta semana quase todo o dinheiro.

Vamos orar pelo Lucas seu filho. Ele é um adolescente com muita saúde. Mas que precisa dar apoio a sua mãe. Louvamos a Deus por todos que já fizeram suas doações, além de igrejas e presbitérios também.

Pedimos que orem muito pois no dia 17 ela deverá estar no Rio e começar um tratamento com uma poliquimioterapia.


Se você desejar faça sua doação. A Conta que coloco aqui é da própria Ivanir.
Banco do Brasil
Ag: 1833-3
C/C: 202233-8
Ivanir Verissimo de Lima Baracho


No amor de Cristo,

Pr. Luiz Augusto

MUITO TURISMO EVANGÉLICO E POUCA AÇÃO MISSIONÁRIA

Há muita propaganda e pouca identificação. Há muito turismo missionário e pouca inserção. Como as igrejas estão testemunhando de Cristo? Devemos ser corajosos para avaliar as estratégias e métodos que usamos para comunicar o Evangelho. Não é suficiente usar do “marketing” e da “mídia” para o anúncio das Boas Novas.  Também o turismo missionário somente nos serve para conhecer e manter trabalhos denominacionais nos bairros das grandes cidades e interiores do país. A grande questão é: “estamos dispostos a encarnar nos contextos sociais, urbanos e rurais, no meio das pessoas de modo comum”?

Não precisamos de “avivamento coreográfico”. Isso não produz absolutamente nada apenas gritaria e sensacionalismo. Necessitamos urgentemente saber o que é evangelizar segundo a “evangelização de Jesus Cristo”. Sem uma interpretação correta da Sua missão, não há missão da igreja. Precisamos rejeitar idéias usadas pelo movimento evangélico que nada mais são do que métodos utilizados pelo mundo empresarial e de mercado.

Precisamos de uma missão parecida com a de Jesus de Nazaré. Precisamos parar de “pescar no aquário” de outros. Para que cumpramos nossa missão devemos redescobrir a “encarnação de Cristo como modelo de nossa missão”.

A nossa missão deve ser estimulada e fundamentada pela missão de Cristo. Devemos nos perguntar: O que é a missão de Cristo? Como Cristo falava? Como Cristo ensinava? Como Cristo curava? Enfim, como Cristo se envolvia com seu mundo? Então vamos achar as respostas e seremos desafiados pelas suas palavras: “assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20.21). Jesus Cristo, portanto é o modelo para que nós realizemos nossa missão. Devemos seguir o padrão que o Pai usou para enviar seu Filho.

Enquanto a igreja não abrir mão da situação econômica, isto é, parar de pensar só em dinheiro e se contextualizar no meio das pessoas e comunidades não haverá missão de Cristo. Enquanto a igreja não “arregaçar as mangas” e “colocar os pés na lama”, a evangelização não será verdadeira.

Identificar-se com Cristo é se envolver com pessoas, as mais diferentes e as mais variadas. Quanto mais nos identificamos com Cristo mais nos envolvemos com mundo a nossa volta. O contrário também é verdade. Portanto nossa missão tem que ser mais do que proclamação verbal. Deve ser de serviço, encarnado na vivência da gente, deve ser modelado pelo jeito de Cristo, apaixonado, com sentimento e dinamizado pela criatividade e inteligência de cada um.

Nossa evangelização deveria não ser feita de discursos e sim de atos de amor, de justiça e de misericórdia. O mundo cansou de ouvir discurso!

SERÁ QUE NOSSA MISSÃO É A MESMA DE JESUS CRISTO?



          Há muita propaganda e pouca identificação. Há muito turismo missionário e pouca inserção. Como as igrejas estão testemunhando de Cristo? Devemos ser corajosos para avaliar as estratégias e métodos que usamos para comunicar o Evangelho. Não é suficiente usar do “marketing” e da “mídia” para o anúncio das Boas Novas.  Também o turismo missionário somente nos serve para conhecer e manter trabalhos denominacionais nos bairros das grandes cidades e interiores do país. A grande questão é: “estamos dispostos a encarnar nos contextos sociais, urbanos e rurais, no meio das pessoas de modo comum”?  
          Não precisamos de “avivamento coreográfico”. Isso não produz absolutamente nada, apenas gritaria e sensacionalismo. Necessitamos urgentemente saber o que é evangelizar segundo a “evangelização de Jesus Cristo”. Sem uma interpretação correta da Sua missão, não há missão da igreja. Precisamos rejeitar idéias usadas pelo movimento evangélico que nada mais são do que métodos utilizados pelo mundo empresarial e de mercado. Precisamos de uma missão parecida com a de Jesus de Nazaré. Precisamos parar de “pescar no aquário” de outros.
          Para que cumpramos nossa missão devemos redescobrir a “encarnação de Cristo como modelo de nossa missão”.
          A nossa missão deve ser estimulada e fundamentada pela missão de Cristo. Devemos nos perguntar: O que é a missão de Cristo? Como Cristo falava? Como Cristo ensinava? Como Cristo curava? Enfim, como Cristo se envolvia com seu mundo? Então vamos achar as respostas e seremos desafiados pelas suas palavras: “assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20.21). Jesus Cristo, portanto é o modelo para que nós realizemos nossa missão. Devemos seguir o padrão que o Pai usou para enviar seu Filho.
          Enquanto a igreja não abrir mão da situação econômica, isto é, parar de pensar só em dinheiro e se contextualizar no meio das pessoas e comunidades não haverá missão de Cristo. Enquanto a igreja não “arregaçar as mangas” e “colocar os pés na lama”, a evangelização não será verdadeira.
          Identificar-se com Cristo é se envolver com pessoas, as mais diferentes e as mais variadas. Quanto mais nos identificamos com Cristo mais nos envolvemos com mundo a nossa volta. O contrário também é verdade. Portanto nossa missão tem que ser mais do que proclamação verbal. Deve ser de serviço, encarnado na vivência da gente, deve ser modelado pelo jeito de Cristo, apaixonado, com sentimento e dinamizado pela criatividade e inteligência de cada um.
          Nossa evangelização deveria não ser feita de discursos e sim de atos de amor, de justiça e de misericórdia. O mundo cansou de ouvir discurso.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Notícias de Ivanir:



Meus amigos, estou escrevendo por que acabei de conversar com Ivanir. Ela está motivada apesar da sua luta contra a Leucemia. Até quinta-feira ela nos dará maiores detalhes, mas o que temos até agora é: Ela deverá viajar até o Rio de Janeiro onde fará todo o tratamento no Hospital Samaritano. O custo total de seu tratamento, já descontado a assistência médica e ajuda do Ministério da Defesa,  será de R$ 10.000,00. Ela precisa deste valor até dia 17 de maio quando já deverá estar no Rio para iniciar os procedimentos. Será acompanhada por 3 médicos de referência e suas equipes médicas. Várias pessoas estão se movimentando, mas temos que alcançar esta meta. Por favor, se você pode ajudar, faça o depósito na Conta da Ivanir e me dê um retorno ok? Os dados para depósito são:
Banco do Brasil
Ag: 1833-3
C/C: 202233-8
Ivanir Verissimo de Lima Baracho
Oremos e amemos
Rev. Luiz Augusto C. Bueno
OBS: Se precisar do CPF dela, me escreva que enviarei.
LEMBRE-SE: MAIS BEM-AVENTURADO É DAR DO QUE RECEBER!

PARTICIPE DA 1A. CONFERENCIA INTERNACIONAL

Novos LÍDERES em TEMPOS DE MUDANÇAS
Nosso Conferencista Pr. Clarence Bradbury (D.Min.)  tem ministrado diversos cursos para  aperfeiçoamento e treinamento de líderes cristãos no Canadá e Estados Unidos. Foi Diretor da Escola Jack  McDowell de Desenvolvimento de Liderança, em Atlanta (EUA).
Datas: 
01 e 02 DE JUNHO 
Dia 01: 19:30-21:00 
Dia 02: 15:00 - 21:00 
*O jantar do dia 02 já está incluso no valor da inscrição. 
Local: 
IGREJA PRESBITERIANA DE CASA CAIADA 
Av. Carlos de Lima Cavalcante, 1860, Casa Caiada, Olinda-PE. 
*Em frente à Praça da Bíblia 
VAGAS LIMITADAS  INVESTIMENTO R$ 40,00 
INSCRIÇÕES: SITE DO CTA: www.teologiapratica.com.br
OU
Livraria LUZ E VIDA


sábado, 28 de abril de 2012

A POSTURA DO CRISTÃO DIANTE DE UM MUNDO PÓS-MODERNO




No seu livro “Sociedade Pós-capitalista” Peter Drucker afirma: “Nos últimos cem anos ocorreu uma transformação aguda no mundo ocidental. Nós cruzamos uma linha divisória. Em poucas décadas, os valores, as estruturas políticas, as artes e as instituições de nossa sociedade foram alteradas. Os filhos desta geração não conseguem nem imaginar o mundo em que seus avós viveram e no qual seus pais nasceram. Estamos vivendo tão somente uma transformação”.

A estrutura social em que vivemos hoje está sedimentada na filosofia do consumismo e do capitalismo selvagem. As pessoas vivem em função de possuir “coisas”. A idéia de sucesso passa pela fama. A nossa civilização está baseada ainda na visão de culturas e sub culturas que são dominadas pela Ciência e a Tecnologia. Porém existem ainda as mesmas lutas pela igualdade social e racial. Vários povos continuam a se enfrentar militarmente e a discriminação é base da educação familiar de muitas raças e nações.

Temos contemplado atônitos a matança de povos que vivem em conflito a centenas de anos e a globalização têm gerado um desnível social e econômico nunca visto. Os países ricos dominam e controlam os mais pobres economicamente.

No plano religioso, a igreja enfrenta problemas semelhantes. Ainda hoje a igreja protestante não conseguiu apagar a imagem imperialista que causou enormes chagas nos povos menos favorecidos no século XIX.

Ainda não acordamos. Estamos vivendo uma fase nova na vida de todos e ainda precisamos cumprir a missão que Jesus Cristo deixou-nos como discípulos. O que fazer?

Essa situação devastadora começa pela interpretação das Escrituras. Precisamos lutar contra a superficialidade da interpretação do evangelho, pois isso tem gerado uma ética e uma contextualização superficial por parte da igreja evangélica de hoje. René Padilla afirma que “a mensagem da cruz é a exigência de um novo estilo de vida caracterizado pelo amor totalmente oposto a uma vida individualista, centralizada em ambições pessoais”. Essa crise de superficialidade começa na formação teológica dos líderes da igreja. Vivemos um déficit teológico e isso resulta em uma fraca contextualização do evangelho. A igreja como instituição necessita retornar a uma teologia de missão fiel à Palavra e ao contexto cultural onde ela está.

As conseqüências dessa falsa interpretação das Escrituras acaba por empobrecer a vida cristã e reduzi-la a uma mensagem “além-túmulo” sem os resultados integrais do Evangelho do Reino. O Pr. Valdir Steuernagel afirma que “a nossa evangelização deve estar a serviço de um evangelho que afeta a pessoa toda em todas as áreas de sua vida”. Então o evangelho não se dirige ao homem em um vazio. Para que o Evangelho não seja somente aceito intelectualmente mas também vivido, ele deve tomar forma dentro de nosso próprio contexto cultural.

Portanto, nós somos chamados a testemunhar nos contextualizando e convivendo com as pessoas das mais variadas idéias, pensamentos e valores. Precisamos hoje ter coragem de fazer uma auto-avaliação de como estamos vivendo para que a igreja de fato seja igreja encarnada e entranhada nesta sociedade. Se ela não se encarnar poderá tomar uma forma aparente de igreja, contudo será apenas uma organização religiosa, sem as máximas de Cristo Jesus, sem causar impacto na sociedade, e sem a manifestação da glória de Deus e da sua presença no contexto em que vive.

IVANIR PRECISA DE NOSSA AJUDA!

Prezados irmãos e amigos,
Escrevo nesta hora, certo que há um remanescente fiel a Deus, que o ama e busca amar o próximo.
Em nossa comunidade, a Igreja Presbiteriana de Jardim São Paulo, temos uma jovem que está muito enferma. Seu nome é Ivanir Veríssimo. Ela é mãe de Lucas e membro de nossa igreja. Semanas atrás foi diagnosticada com Leucemia. Ela necessita urgentemente viajar para o Rio de Janeiro onde dará continuidade ao tratamento, uma vez que aqui no Recife já começou a Quimioterapia. Como pastor da Ivanir, estou desafiando você a fazer uma doação, de acordo com as suas posses para as injeções que são caríssimas, e sua viagem. Serão 4 injeções que Ivanir terá que tomar. Somente 1 custa R$ 4.000,00. Se todos nós dermos um pouco ela concluirá seu tratamento no Rio. Portanto, sei que você poderia ajudá-la com algum valor, pois a graça de Cristo é derramada em nosso coração minuto após minuto. Lembre-se como um dia escreveu Willian Carey: Esperai grandes coisas de Deus, fazei grandes coisas para Deus. Ivanir precisa de nós.
Se você desejar faça sua doação. A Conta que coloco aqui é da própria Ivanir.
Banco do Brasil
Ag: 1833-3
C/C: 202233-8
Ivanir Verissimo de Lima Baracho
Oremos e amemos
Rev. Luiz Augusto C. Bueno - Pastor da igreja


sexta-feira, 20 de abril de 2012

QUEM É O VERDADEIRO CRISTÃO?

Há uma diversidade de estilos de cristianismo como há diferentes tipos de cristãos.

No sentido amplo da palavra “cristão”, alguns para se distinguirem de outros, se nomeiam como “crentes”, outros como “evangélicos” e outros fazem questão de afirmar seu “tipo de doutrina” ou “denominação”.

Há aqueles que dizem que são da igreja “tal” ou da igreja do pastor “Beltrano”. Hoje há todo tipo de “cristão”, há os cristãos “católicos”, “evangélicos”, “não-evangélicos”, os “apostólicos” entre tantos mil.

Se fôssemos pensar em denominações evangélicas, há pelo menos no mundo inteiro aproximadamente 80.000 denominações.

Mas quem é o “Cristão” no sentido restrito da palavra?

Cristão não é simplesmente a pessoa que procura viver de acordo com a doutrina de sua igreja ou denominação. Cristão é antes de tudo aquele que procura viver sua humanidade a partir de Cristo.

Para isso precisamos pensar em que significa ser verdadeiramente humano e o que significa ser verdadeiramente cristão.

Ser verdadeiramente humano, significa viver verdadeiramente sua humanidade, isto é esforçar-se por ser uma pessoa individual e completa e ao mesmo tempo estar relacionado com sua sociedade, voltado para as necessidades e esperanças dos outros semelhantes, da sociedade em geral e estar engajado em prol da justiça, além de assumir sua espiritualidade.

Enfim, ser verdadeiramente humano é viver como Cristo manifestava sua humanidade, pois Ele viveu sua humanidade de forma integral como pessoa, dentro de seu contexto de vida, de sua cultura e de seus costumes. Ele foi homem no sentido pleno da palavra.

Como Cristo viveu sua humanidade, assim nós somos chamados a viver a nossa. Quando não vivemos nossa humanidade, como Cristo viveu a sua, diluímos o significado do “ser cristão”.

Pode-se viver uma religiosidade cristã, sem ser um verdadeiro cristão - como Cristo viveu. Somente é cristão, se viver como Cristo. Assim ser cristão é “seguir a Jesus de Nazaré”. Viver, sofrer e morrer de maneira verdadeiramente humana na sociedade, em seu contexto, na alegria e na tristeza, na vida e na morte, sustentado por Deus e sendo prestativo as pessoas.

Portanto, o cristão não pode viver sob uma forma externa de religiosidade ou denominacionalista, antes sim, viver como pessoa, como um humano como Cristo o foi. Cristo viveu seus costumes e sua cultura de forma plena, sem amarras, sem códigos e sem dogmas. Rompeu sim com as estruturas sociais e religiosas que oprimiam as pessoas com o fim de desumanizá-las, tornando-as monstros de si mesmas.

Viver como Cristão não é viver sob códigos denominacionais ou apenas acreditar em postulados confessionais.

Hoje, necessitamos urgentemente voltar a viver como cristãos. Para isso, precisamos ter coragem de romper com as amarras dos processos religiosos que dominam as pessoas e fazem a “lavagem cerebral” nada diferente dos tempos primitivos e medievais.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

VENDO UMA CARICATURA DE JESUS?

Eles (os discípulos), porém, surpresos e atemorizados, acreditavam estarem vendo um fantasma. Luc 24:37

O que fez a toda a diferença na expansão do Cristianismo foi a doação das pessoas que viram Jesus de Nazaré ressuscitado. A certeza da ressurreição foi a partir de então o grande princípio motivador para o engajamento. Por isso então, que todos os evangelhos ressaltam sempre a morte e a ressurreição de Jesus. Sem esta jamais o mundo seria varrido pela fé cristã. A ressurreição passa a fazer parte de dois temas proclamados: Triunfo e desafio.

Mas até que Jesus se postasse diante deles em “carne e osso”, estavam atordoados. No primeiro momento por causa do medo e da incerteza, pois pensavam que iriam padecer nas mãos dos romanos e judeus. Ao verem Jesus, responderam ao fato de serem testemunhas.

A palavra testemunha em grego é martyr, isto é, aquele que leva uma causa até as últimas conseqüências e não meramente é uma “testemunha ocular de fatos”. Precisamos urgentemente deixar de ver um Jesus desenhado ou explicado por terceiros, para ver o Jesus ressuscitado, como ele é não como pintam ou caricaturam-no. Precisamos passar pela experiência.

A isso eu chamarei de “experiência com o Jesus ressurrecto”. Mesmo passando um longo tempo aos pés de Jesus antes de sua morte e tendo concebido outros valores e mandamentos ditos por Ele mesmo, ainda assim isso não os possibilitaria tornarem-se testemunhas. Sem dúvida, eles precisaram ver para crer, passar a experiência de ver algo que jamais haviam visto. Desta forma o encontro e a vivência com o ressuscitado por quase quarenta dias, foi a base de todo engajamento na expansão desta fé e no destemor de colocarem em jogo até as suas vidas. Jesus não apenas vencera a morte, mas abrira caminho para que isso acontecesse em suas vidas também. Há esperança palpável, concreta, física e eterna. Somente assim foram e fizeram o que era para ser feito. Isso é mais que conhecimento natural, racional, confessional ou bíblico.

Mas como passar por esta experiência se Jesus não está mais em nosso meio, uma vez que ele foi elevado aos céus como nos afirma o livro de Atos? Jesus afirmara tempos antes aos discípulos que eles não ficariam sem Sua presença. Mesmo sem Ele fisicamente, o Pai iria enviar o Espírito Santo para que estivessem sempre com eles até o fim. Foi isso que aconteceu dez dias depois que Jesus foi embora. O Espírito Santo veio e está na terra, levando esta mesma experiência a todos aqueles que estão abertos a uma encontro com o Ressuscitado.

O apóstolo Pedro afirma que o caminho para isso é a experiência da fé e do encontro com este Espírito Santo. Não há outro jeito, embora queiramos falar desta experiência explicando às pessoas, jamais vamos conseguir explicá-la, pois fé não se explica, fé se experimenta. Esse é o caminho. Os discípulos somente fizeram o que fizeram por que passaram pela experiência. Sim, cada um à sua maneira e aqui entra o que chamamos de Graça. Graça elimina experiências padronizadas ou determinadas por terceiros ou por instituições.

Precisamos valorizar esta experiência mística e pessoal, pois só ela trará as conseqüências de um testemunho natural e vivo, um encontro que não depende de dogmas confessionais ou mesmo de uma centena de mandamentos restritivos, mas de fato um encontro que mudará a vida de qualquer pessoa como mudou a vida daqueles depois da ressurreição. Acredito que ainda muita gente está vendo “fantasmas” ou um Jesus caricaturado. Em verdade, precisamos voltar a esta fonte, pois ela foi perdida quando começamos julgar e explicar racionalmente o conceito de fé e esquecemos de experimentar o Jesus por meio do Espírito Santo dentro de nós. Precisamos isso, de novo, todos os dias até o final.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O PERIGO DO JULGAMENTO PRECIPITADO...

Certa vez no Monte Athos havia um monge que viveu em Karyes. Ele bebia e ficava bêbado todos os dias e era motivo de escândalos para os peregrinos.

Finalmente ele morreu e isso aliviou um pouco a fofoca dos fiéis que passaram a dizer ao Ancião Paisios que eles estavam satisfeitos porque esse grande problema foi finalmente resolvido.

Pai Paisios respondeu-lhes que sabia sobre a morte do monge, depois de ter visto o Batalhão de anjos que veio para recolher sua alma.


Os peregrinos ficaram espantados e alguns protestaram e tentaram explicar para o Ancião de quem eles estavam falando, pensando que o Ancião não tivesse ciência.

Ancião Paisios explicou-lhes: "Este monge em particular nasceu na Ásia Menor, pouco antes da destruição pelos turcos quando eles recolheram todos os meninos. Então, para que o menino não fosse tomado de seus pais, eles o levavam a colheita, e assim para que ele não chorasse era colocado raki (um tipo de bebida alcoolica) em seu leite, e assim ele dormia. Portanto, ele cresceu como um alcoólatra. Lá ele encontrou um presbítero e confessou a ele seu alcoolismo. O presbítero lhe disse para fazer prostrações e orações todas as noites e pedir a Panagia (Toda-Santa) - i.e. como é chamada a Virgem Maria na Ortodoxia Oriental - para ajudá-lo a reduzir por um os copos que ele bebia. Depois de um ano ele conseguiu com esforço e arrependimento fazer os 20 copos que bebia em 19 copos. A luta continuou ao longo dos anos e chegou a 2-3 copos, com a qual ele ainda ficava bêbado."

O mundo por muitos anos viu um monge alcoólatra que escandalizava os peregrinos, mas Deus via um lutador que travava uma longa luta para reduzir a sua paixão.

Sem saber o que cada pessoa está tentando fazer pra melhorar, que direito temos de julgar o seu esforço?

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O LAR CELESTIAL NÃO É O FIM!

Quando Jesus, depois de ressuscitado, se postou no meio dos discípulos e disse: “toda autoridade me foi dada no céu e na terra, ide... fazei discípulos de todas as nações”, ou nas palavras de João, o apóstolo: “assim como o Pai me enviou, eu também vos envio”, o fato da ressurreição era mais forte que a própria mensagem da igreja.

No início da igreja primitiva esta mensagem foi tão impactante que todo o mundo romano da época foi invadido pela pregação dos discípulos de Jesus. O mundo foi saturado de uma manchete viva. Nenhum outro vencera a morte e abrira caminho para a restauração do mundo. O mundo havia sido redimido definitivamente. O reino de Deus começara a fazer sentido. Uma nova era começara. As pessoas precisavam saber que nenhum habitante deste mundo ficaria no túmulo. Haveria ressurreição para todos. O mundo que estava se deteriorando, agora começara a viver uma transformação, o cosmo seria refeito, Deus habitaria fisicamente e eternamente com o mundo criado e restaurado por Cristo.

Porém esta mensagem que foi levada por todos os apóstolos e especialmente por Paulo, pregando sempre “Jesus e a Ressurreição”, como fizera em Atenas e em tantas outras localidades do mundo antigo, foi também desenvolvida e tomara forma na teologia dos “Pais Apostólicos”, depois começou a perder sua força. A igreja se transformou em Instituição e passou a pregar mais uma “salvação da alma” do que uma “redenção do corpo eterno”.

Hoje, a pregação da igreja cristã subestima e empobrece a mensagem da Ressurreição. Quando não se prega uma salvação para ser usada enquanto se vive aqui, com um conteúdo de “prosperidade” prega-se uma mensagem que somente envolve a alma ou o espírito de cada um preparando para um lar celestial.

A ressurreição de Cristo deve ser pregada e anunciada por que:

1- A ressurreição inaugura uma Nova Criação. Somos participantes de um Novo Reino, físico e eterno. Vencer a morte foi o maior ato pelo qual Deus decidiu conferir a restauração da imortalidade e a eternidade a todos os seres humanos. Não somente isso, a terra será transformada (Romanos 8.18-23).

2- A ressurreição revela que o Céu não é final. O lar celestial onde as almas estão aguardam o dia final quando todo o Universo será transformado. Haverá uma ressurreição total. Todos ressuscitarão (João 5.22-25). Se eu crer que somente terei o céu para morar, minha fé é equivocada, pois o Reino de Deus será estabelecido de forma física e eterna.

3- Qualquer pregação sem a ressurreição é parcial e pobre. Não há ressurreição sem a morte e não há morte sem a ressurreição. A páscoa de Cristo não pode ser restrita a uma comemoração cultural e social, por meio de presentes de ovos de chocolate. A páscoa de Cristo é a celebração de um evento que mudou a história do mundo e de todo ser humano.

A ressurreição nos leva a dizer juntos: Maranata, vem Senhor Jesus!

terça-feira, 3 de abril de 2012

SEMANA SANTA: O CANTO DO SERVO SOFREDOR

A igreja cristã primitiva aprendeu a vasculhar o Antigo Testamento Grego (a Septuginta, como era conhecida) a fim de alimentar a alma de seus fiéis e exaltar o Messias, e encontrou quatro momentos no livro do profeta Isaias que a própria igreja denominou de "Cantos do Servo Sofredor".

Durante o período da Quaresma (quarenta dias antes da Páscoa de Cristo) a igreja se revestia de uma espiritualidade punjante, lembrando, orando, refletindo sobre o que foi a encarnação de Deus, sua vida sofredora entre nós, sua descida humilhante, abdicando de Sua glória e vivendo como nós, esvaziando-se de si mesmo, tornando um "escravo", como bem o apóstolo Paulo declara em Filipenses 2.5-11, e toda sua angústia, no jardim do Getsêmani, e então posterior traição, julgamento, sentença, tortura e morte.

O primeiro texto de Isaias que a Igreja cantava está no capítulo 42.1-9:

"Eis o meu servo, a quem sustento, o meu escolhido, em quem tenho prazer. Porei nele o meu Espírito, e ele trará justiça às nações. Não gritará nem clamará, nem erguerá a voz nas ruas. Não quebrará o caniço rachado, e não apagará o pavio fumegante. Com fidelidade fará justiça; não mostrará fraqueza nem se deixará ferir, até que estabeleça a justiça sobre a terra. Em sua lei as ilhas porão sua esperança. "É o que diz Deus, o Senhor, aquele que criou o céu e o estendeu, que espalhou a terra e tudo o que dela procede, que dá fôlego aos seus moradores e vida aos que andam nela: "Eu, o Senhor, o chamei em retidão; segurarei firme a sua mão. Eu o guardarei e farei de você um mediador para o povo e uma luz para os gentios, para abrir os olhos aos cegos, para libertar da prisão os cativos e para livrar do calabouço os que habitam na escuridão. "Eu sou o Senhor; esse é o meu nome! Não darei a outro a minha glória nem a imagens o meu louvor. Vejam! As profecias antigas aconteceram, e novas eu anuncio; antes de surgirem, eu as declaro a vocês".

A igreja cristã olhava para o Servo (o Messias) com os olhos do Deus da Graça. Sua escolha como "aquele que possui o Espírito de Deus e que estabelecerá a Justiça no meio das nações". E como Jesus Cristo de fato assim fêz, não fazia de sua vida e de seus milagres o seu "marketing pessoal". Sabia que o ser humano era como um caniço rachado, mas nem por isso pisava nele a fim de quebrá-lo de vez. Via as gentes como um pavio que estava quase se apagando, mas nem por isso o apagava, por que ainda via que havia fogo suficiente para incendiar uma floresta.

Nosso Senhor, o servo sofredor não vacilou nem se desacorçoou. Ele mesmo dizia a respeito de sua intenção em estar entre nós. "Ninguém me tira a vida, eu a espontaneamente a dou". Diante de sua sentença já decretada em seu nascimento, Jesus foi silente e determinado. Não correu, nem conseguiu um substituto para não sofrer por gente fétida e imunda.

Ele abriu os olhos dos cegos, não meramente curando-os de cegueira física, mas livrando-os da cegueira da "não-fé". Abriu os olhos de todos aqueles que queriam enxergar além da visão física, além do legalismo, além da vida biológica.

Nosso Senhor libertou muitos cativos. Cativos, não por que eram escravos de um sistema social espúrio, mas porque eram escravos de si mesmos, enjaulados em suas dores, em seus traumas e suas próprias esquizofrenias por não se autoconhecerem como plenamente humanos. Por isso dizia a alguns: Ninguém podia ver o reino de Deus, se não nascesse do "Alto", onde na verdade isso nada mais era que encontrar-se com o "Alto" dentro de si mesmo, por meio de uma experiência muito maior que a simploriedade racional.

A igreja cristã dos primeiros séculos soube encontrar o alimento da alma, por que não apenas lia as Escrituras mas contemplava aquele que está além das Escrituras. A igreja pós-moderna perdeu a contemplatividade, desencaminhou-se pela racionalidade, deixou de alimentar a sua alma com o "pão do céu". Esqueceu a simplicidade e abandonou o exemplo de "serva" do "servo". Não fala mais em doação, não caminha mais ao lado do "servo sofredor".

Ó igreja, converta-se, busque ao Senhor, olhe além da dureza de seu coração consumista!

sexta-feira, 30 de março de 2012

DÍZIMO, OFERTA E PARTILHA

A prática do dízimo e da oferta está presente no relacionamento entre Deus e o homem desde o início da civilização. Pelo muito que se vê e se fala e pela prática de muitos “falsos profetas evangélicos” nos dias de hoje, muitas pessoas confundem este ensino e acham que o dízimo e a oferta é um imposto que se ‘paga’ nas igrejas aos pastores. Na verdade, o dízimo e a oferta fazem parte da prática espiritual de cada cristão. É parte do relacionamento com Deus, como expressão visível da fé na comunidade.

Além disso, este ato é uma resposta de nosso coração a Deus como o reconhecimento de que Ele é o único Senhor e Fonte de toda a nossa provisão. Também entendemos que é um sinal de gratidão a Deus por todos os benefícios que Ele nos concede. Mas não há como desenvolver esta prática em nós se não compreendermos isso a partir da fé. Quando dizimamos e ofertamos estamos dizendo a Deus que Ele nos ama e reconhecemos que cuida de cada um de nós como filhos e filhas.

A prática do dízimo, da oferta, e da partilha leva-nos a compreensão de que vivemos fraternalmente a grande família de Deus. Realizando assim, a vontade do Pai e implantando o Reino de Justiça e Paz entre as pessoas.

Mas há uma ilusão que tem arrastado a muitos ao pecado da soberba e da arrogância. O “Ter e o Possuir”. Pensamos que somos donos das coisas, quando somos apenas administradores. A má distribuição de renda, a fome, a violência, as intolerâncias são causadas pela falta de gratidão a Deus e pela falta da “partilha”. Se Deus é o provedor da vida, a providência divina que não falha é que sustenta nossas necessidades e nos une para a caminhada rumo a “novos céus e nova terra”.

Outro assunto esquecido entre nós é a “Partilha”. Através dela, revelamos que o amor de Deus existe em nosso coração. Quando partilhamos, dividimos, terminamos por mostrar o quanto amamos as pessoas e quanto o amor de Cristo está depositado em nosso coração. Precisamos estar conscientes de que: “ninguém é tão pobre que não tenha nada para dar e ninguém é tão rico que não tenha nada para receber”.

Neste domingo que antecede a Paixão e a Páscoa de Nosso Senhor, devemos fazer um exame em nossa consciência e em nosso coração, a fim de que, olhando para o exemplo do Cristo que sendo rico se fez pobre, partilhando de sua maior riqueza que foi a graça, possamos cada um de nós, não somente respondermos a Ele através de nossas ofertas e dízimos, como também tomarmos uma decisão de aprendermos a partilhar o que somos e o que temos com todos, indistintamente.

Não esqueçamos: “Nossa espiritualidade passa pelo bolso”.

sexta-feira, 23 de março de 2012

PRECISAMOS DE PENSADORES

Retornei do Congresso de Teologia esta semana. Depois de refletir um pouco sobre tudo que vi e ouvi, algumas conclusões tirei como supra-sumo: “Estamos precisando urgentemente de pensadores!”. Isto é, gente que possa pensar em Deus, no homem, e na sociedade de forma sincera, verdadeira de maneira aplicável nos mais diversos contextos de vida.

O ser humano deixou de pensar há muito tempo. Somos reflexo de uma sociedade que não pensa, tratamos os outros como se não pensassem, perdemos a condição de sermos, literalmente, “homo sapiens”. Gente que reflete, que pára para pensar e pensar na vida, na morte, em si mesmo, nos outros, e buscarmos extrair por si mesmos conclusões sobre Deus, sobre o Universo, sobre o “cosmos”. Enfim gente que bota a cabeça para fazer o que ela tem de melhor.

Perdemos esta característica em primeiro lugar porque nos tornamos pragmáticos. Temos que fazer as coisas darem certo. E isso sempre na primeira vez. O erro está descartado. Como se nós fôssemos os criadores e mantenedores do mundo, ou talvez porque cremos num Ser que não nos dá a possibilidade de perder ou gastar tempo com a vida seja ela certa ou errada. Tormamo-nos homens e mulheres que não nos permitirmos passar mais de 10 minutos contemplando alguma coisa ou alguém. Se essa atividade não trouxer resultados a curto prazo, descartamos. Vivemos dizendo que a vida é muito curta.

Mas também paramos de pensar por que simplificamos a vida. Assim como acendemos uma lâmpada, assim somos com a vida. Não temos mais paciência nem com os outros, nem conosco mesmos e nem com Deus. Tudo tem que ser rápido, isso custa tempo e dinheiro.

Queremos que nosso casamento seja perfeito e tenhamos menor “custo-benefício” com o conjuge. Por isso hoje leva-se mais tempo para se casar. Vivemos querendo uma pessoa “ideal”. Mas ele ou ela tem que ser ideal para dar certo em curto espaço de tempo.

Somos hoje, seres que simplificam a vida e por isso nos tornamos mais superficiais. Não temos mais tempo a perder. Somos seres automatizados, instantâneos. Não temos muito tempo nem para orar.

E por fim paramos de pensar por que nos tornamos utilitaristas. Isso serve até em nossa relação com Deus. Nosso relacionamento com Deus e com a pessoas é primitivo, é de força, é de poder, é de eficácia. Se ele não traz para nós benefícios de qualquer espécie, descartamo-lo. Assim eram os povos que imaginavam a Deus e se refriam a Ele apenas como um deus forte. O deus de vitória. Não nos relacionamos com Deus por que ele é um ser como nós, que queremos manter comunicação pelo prazer de um relacionamento a longo prazo. Pensar em eternidade, hoje, é algo impossível, pois Deus tem que ser o Deus do aqui e agora. Usamos o seu poder, a sua graça, a sua misericórdia para que tenhamos benefício. Somos mais parecidos com a mulher de Jó, do que com o próprio Jó.

Precisamos voltar a pensar. Pois somente esta possibilidade nos verdadeiramente humanos. Como Deus uma vez nos criou: seres pensantes. Só uma pessoa que pensa, pode criar. Albert Camus disse certa vez: 'São os ociosos que transformam o mundo, porque os outros não têm tempo algum'. Concordo com ele. Os que hoje estão correndo, nunca vão poder parar para pensar. São robôs, condicionados e direcionados por outros. Deus nos dá hoje a possibilidade de reverter esse quadro. A graça de Deus existe para tornar o ser humano melhor, e isso não tem a ver com maior produção, mais ganho, mais lucro, e sim torná-lo cada vez mais parecidos com Jesu Cristo, Nosso Senhor.